Prefeito de Bonito mantém no cargo servidores presos em operação contra corrupção
- porRedação
- 08 de Outubro / 2025
- Leitura: em 7 segundos

| Créditos: Divulgação
O prefeito de Bonito, Josmail Rodrigues (PL), optou por manter nos seus cargos os servidores que foram presos em flagrante um dia antes, após uma operação deflagrada pelo Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc). Até o momento, o Diário Oficial do Município, disponível para consulta no site da Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul, não registra nenhuma exoneração dos funcionários envolvidos.
O prefeito tem se mantido em silêncio sobre o caso e as medidas que serão tomadas pela administração municipal. A reportagem o questionou em mais de uma ocasião, mas não obteve resposta. Durante a operação, Josmail Rodrigues também havia declarado que apenas aguardaria o "andamento" da situação.
Em nota divulgada pela prefeitura, a administração afirmou que "permanece à disposição das autoridades responsáveis para fornecer todas as informações e documentos necessários ao devido andamento das investigações".
O Foco da Operação “Águas Turvas”
A operação resultou na prisão do secretário de Finanças, Edilberto Cruz, da responsável pelo setor de licitações, Luciane Cintia Pazette, e de Carlos Henrique Sanches Corrêa.
O Gecoc investiga uma suposta organização criminosa que estaria fraudando licitações de obras e serviços de engenharia na Prefeitura de Bonito desde 2021. De acordo com o Ministério Público Estadual (MPE), a investigação detectou a atuação de um grupo que utiliza simulação de concorrência e exigências específicas para direcionar os certames a empresas ligadas ao esquema.
Os agentes públicos, segundo as apurações, agiam em conluio com empresários, fornecendo informações privilegiadas e organizando a fraude processual em troca de "vantagens indevidas".
Foram cumpridos quatro mandados de prisão preventiva e 15 de busca e apreensão em Bonito, Campo Grande, Terenos e Curitiba (PR). O valor total dos contratos sob suspeita de fraude já alcança R$ 4.397.966,86.
A operação foi batizada de "Águas Turvas" em referência à perda de transparência, em contraste com a reputação de Bonito pelas suas belezas naturais e águas cristalinas.






