Casal é condenado a 52 anos de prisão pela morte de Sophia Ocampo em Campo Grande

| Créditos: Arquivo pessoal/Reprodução

Christian Campoçano Leitheim (27) e Stephanie de Jesus da Silva (26), padrasto e mãe de Sophia Ocampo (2 anos e 7 meses), foram condenados nesta quinta-feira (5) pela morte da criança. O julgamento, que durou dois dias, aconteceu exatamente um ano após o crime que chocou a cidade e gerou comoção nacional com a hashtag "Justiça por Sophia".

Christian foi condenado a 32 anos de prisão por homicídio doloso qualificado e estupro de vulnerável. Stephanie recebeu pena de 20 anos por omissão, permitindo que o crime acontecesse.

O corpo de Sophia foi levado à UPA Coronel Antonino em 26 de janeiro de 2023, já sem vida. Laudos médicos confirmaram a causa da morte como trauma raquimedular e hemotórax bilateral, resultado de agressões. Exames também indicaram sinais de violência sexual.

Durante o julgamento, o júri ouviu depoimentos de policiais, médicos, amigos do casal e peritos. O médico legista detalhou as lesões encontradas no corpo da criança, causando comoção na plateia.

A acusação sustentou a tese de que Sophia foi espancada pelo padrasto com a conivência da mãe. A defesa de Stephanie alegou que ela desconhecia a violência sofrida pela filha e era vítima de violência doméstica. A defesa de Christian tentou atribuir a morte a uma convulsão e a uma tentativa de socorro mal-sucedida.

Um amigo de Christian depôs que o réu confessou o crime ao saber da morte de Sophia. A mãe de Christian também prestou depoimento.

Após a condenação, o juiz Aluízio Pereira dos Santos determinou a pena de 52 anos de prisão para o casal. A defesa ainda pode recorrer da decisão

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