Campo Grande investe mais de R$ 755 milhões na educação

A Prefeitura de Campo Grande destinou R$ 755,6 milhões do Fundo de Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) para a recomposição salarial dos educadores da rede municipal ao longo de 2025. O valor corresponde a 78,25% das receitas anuais vinculadas à manutenção e ao desenvolvimento do ensino, percentual superior ao mínimo de 70% estabelecido por lei.

No total, os investimentos na área da educação chegaram a 32,44% das receitas provenientes de impostos, superando o piso constitucional de 25%. Isso representa R$ 759.627.101,89 aplicados na rede municipal de ensino.

Na área da saúde, os investimentos também ficaram acima do mínimo obrigatório. Ao longo de 2025, a Prefeitura aplicou R$ 919,3 milhões no setor, o equivalente a 31,4% do orçamento público municipal.

O balanço fiscal aponta ainda que a Dívida Consolidada Líquida do município encerrou o exercício em R$ 488.860.235,54. O montante representa 8,95% da Receita Corrente Líquida Ajustada, estimada em R$ 5,4 bilhões, mantendo as contas públicas bem abaixo do limite máximo de 120% permitido pela legislação.

Apesar dos indicadores positivos em áreas como educação e saúde, o relatório mostra que as despesas com pessoal ultrapassaram o limite prudencial estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal. Em 2025, os gastos com a folha salarial do funcionalismo municipal somaram R$ 3,015 bilhões, o equivalente a 55,80% da receita corrente.

A legislação estabelece um teto de 54% para despesas com pessoal. Antes desse limite, há ainda a margem prudencial de alerta, fixada em 51,30%, utilizada como parâmetro para indicar riscos no comprometimento do orçamento com salários e encargos trabalhistas.

Segundo o levantamento, a média mensal bruta das despesas com pessoal foi de R$ 316.849.268,13. Como ocorre tradicionalmente, dezembro apresenta os maiores gastos por conta do pagamento do 13º salário. Desconsiderando esse fator, setembro foi o mês com maior custo para a folha, alcançando R$ 328,6 milhões.

Os dados constam no balanço republicado em edição extraordinária do Diogrande na quarta-feira (4), que corrigiu informações divulgadas anteriormente na versão publicada em 28 de janeiro.

Procurada para comentar os números e o impacto do estouro do limite prudencial, a Prefeitura de Campo Grande não se manifestou até o fechamento da matéria. O espaço segue aberto para posicionamento da administração municipal.

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