Câmara mantém veto do Executivo sobre taxa do lixo em Campo Grande

O presidente da Câmara Municipal de Campo Grande, Epaminondas Neto, o Papy (PSDB), comentou a decisão da Casa de manter o veto do Executivo ao projeto que poderia reduzir o valor da taxa do lixo na Capital.

Segundo ele, os vereadores levaram em consideração o impacto financeiro para o município. O secretário de Governo, Ulisses Rocha, já havia informado que a arrecadação de Campo Grande caiu cerca de R$ 200 milhões em comparação com o ano anterior, em meio a questionamentos envolvendo a cobrança da taxa.

“Eu, como presidente da Câmara, não posso fugir disso, o resultado é meu também. Se o veto fosse derrubado, o município perderia R$ 43 milhões no orçamento”, afirmou Papy, destacando que considerou legítimo o interesse do Executivo em manter a arrecadação.

Votação apertada

Para derrubar o veto, eram necessários 15 votos. No entanto, apenas 14 parlamentares votaram pela rejeição, e o veto foi mantido por um voto de diferença.

Em janeiro, durante sessão extraordinária, 22 vereadores haviam aprovado o projeto que barrava o aumento da taxa do lixo. O Executivo vetou a proposta 24 horas depois.

Na votação mais recente, realizada na terça-feira (10), houve mudança de posicionamento de alguns parlamentares. Carlos Augusto Borges (Carlão do PSB), Leinha (Avante) e Dr. Jamal (MDB), que anteriormente haviam votado a favor do projeto para barrar o aumento, passaram a votar pela manutenção do veto.

“O parlamentar tem o direito de mudar de opinião. Aqueles que mudaram o voto foram convencidos pela urgência da arrecadação”, declarou o presidente da Câmara.

Ausências nas votações

Dois vereadores faltaram tanto na sessão extraordinária de janeiro quanto na votação do veto: Landmark Rios (PT) e Silvio Pitu (PSDB).

Outros parlamentares que não participaram da sessão extraordinária, mas votaram a favor da manutenção do veto, foram:

Beto Avelar (PP)

Professor Juari (PSDB)

Victor Rocha (PSDB)

Wilson Lands (Avante)

Delei Pinheiro (PP)

Também estiveram ausentes na sessão que analisou o veto, apesar de terem participado da votação anterior, os vereadores:

Junior Coringa (MDB)

Lívio Leite (União)

Fábio Rocha (União)

Neto Santos (Republicanos)

Ao final, a ausência de votos foi determinante para que o veto fosse mantido.

“Sobre os ausentes, é outra história e eu não consigo falar sobre, mas, em relação aos votos, eu respeito e acredito que fomos democráticos”, concluiu Papy.

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