Câmara exonera servidora que denunciou ex-presidente da Funesp por violência doméstica
- porRedação
- 09 de Março / 2026
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A Câmara Municipal de Campo Grande exonerou uma servidora que denunciou o ex-diretor-presidente da Fundação Municipal de Esportes (Funesp) por violência doméstica. A exoneração ocorreu na mesma semana em que a vítima registrou denúncia de agressão psicológica contra o ex-gestor.
A servidora atuava como comissionada há nove anos. O ato de exoneração foi registrado no dia 2 de março e publicado no Diário do Legislativo em 4 de março, com efeitos retroativos a partir de 1º de março. Já a denúncia contra Sandro Benites foi registrada no dia 7 de março, quando a vítima também obteve uma medida protetiva na Justiça.
O documento de exoneração foi assinado pelo presidente da Câmara, o vereador Epaminondas Neto (PSDB), conhecido como Papy. Em declaração à imprensa, ele afirmou que a decisão não tem relação com a denúncia.
Segundo o parlamentar, a exoneração teria sido definida anteriormente, dentro de um processo de mudanças internas após a chegada de um novo diretor ao setor onde a servidora trabalhava.
“Geralmente as assinaturas de exoneração são feitas 15 dias, 10 dias, até 20 dias antes. Aí elas cumprem a exoneração já na virada do mês, que são as datas de RH. Então, nem sempre a publicação é quando foi exonerada”, explicou.
Papy também ressaltou que cargos comissionados são de livre nomeação e exoneração, e que a decisão ocorreu por reorganização administrativa do setor. Ele afirmou ainda que a servidora sempre foi considerada competente.
Exoneração de Sandro Benites da Funesp
No início da tarde desta segunda-feira (9), a Prefeitura de Campo Grande publicou a revogação do decreto que havia nomeado Sandro Benites como diretor-presidente da Funesp.
De acordo com nota do Executivo municipal, o próprio Benites solicitou a saída do cargo para se dedicar ao esclarecimento de questões pessoais relacionadas ao caso.
Com a mudança, o comando da fundação passou a ser exercido interinamente por Maicon Luiz Mommad, que já assinou atos oficiais no Diário Oficial como diretor-presidente em exercício.
Medida protetiva concedida pela Justiça
Segundo informações do boletim de ocorrência, a mulher denunciou Sandro Benites por violência psicológica no sábado (7). Ao analisar o caso, o juiz plantonista José Henrique Neiva de Carvalho e Silva entendeu que havia indícios suficientes de autoria e materialidade.
O magistrado concedeu medida protetiva, determinando que Benites não se aproxime nem mantenha contato com a vítima, familiares ou testemunhas. Em caso de descumprimento da ordem judicial, ele poderá ser preso preventivamente.
A reportagem tentou contato com Sandro Benites, mas até o momento não houve retorno. O espaço permanece aberto para manifestação.






