Bloqueio de Contas e Bens: Governo Federal aciona Justiça para reaver R$ 190 milhões de facções criminosas
- porRedação
- 21 de Outubro / 2026
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Advocacia-Geral da União (AGU) | Créditos: Rafa Neddemeyer/ Agência Brasil
Uma ofensiva jurídica iniciada pelo órgão de representação judicial do Estado brasileiro protocolou quatro ações civis na Justiça Federal com o propósito de confiscar um patrimônio estimado em R$ 190,3 milhões. Os alvos principais dos processos são indivíduos apontados como integrantes de duas das maiores organizações criminosas do país: o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV).
As medidas, distribuídas em varas federais de estados como São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul, fundamentam-se nas diretrizes da chamada Lei Antifacção. O mecanismo legal possibilita que o poder público pleiteie a perda de bens de procedência ilícita na esfera civil, desarticulando o fluxo financeiro de esquemas de lavagem de dinheiro, contrabando e narcotráfico internacional sem a necessidade de aguardar o trânsito em julgado de condenações criminais.
De acordo com as investigações que embasaram as demandas judiciais, o esquema de ocultação patrimonial envolvia a movimentação de valores expressivos convertidos em carros de luxo, aeronaves, pedras preciosas, empresas de fachada e imóveis. O rastreamento de ativos e a identificação dos verdadeiros beneficiários econômicos permitiram mapear o suporte financeiro de operações ilícitas.
Caso os pedidos sejam julgados procedentes pela Justiça, todos os recursos financeiros e os bens apreendidos ou confiscados serão revertidos para investimentos estratégicos no setor de segurança pública. O montante recuperado deverá ser direcionado ao Fundo Nacional de Segurança Pública e aos fundos estaduais correspondentes, servindo para aparelhar e modernizar as forças policiais no combate ao crime organizado.






