Bancada de MS defende investigação do Congresso sobre Banco Master e proprietário
- porRedação
- 09 de Fevereiro / 2026
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A bancada federal de Mato Grosso do Sul se posiciona majoritariamente a favor da abertura de uma investigação no Congresso Nacional para apurar possíveis irregularidades envolvendo o Banco Master e seu proprietário, Daniel Vorcaro. A instituição financeira foi liquidada pelo Banco Central em novembro de 2025 e já é alvo de apuração no STF (Supremo Tribunal Federal).
Atualmente, tramitam no Congresso pedidos para a criação de CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito), no âmbito de uma das Casas Legislativas, ou de uma CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito), envolvendo Câmara dos Deputados e Senado. Levantamento do jornal O Estado de S. Paulo indica que 56% dos deputados federais e 68% dos senadores são favoráveis à instalação de uma comissão para investigar o caso.
Além do apoio expressivo, há uma disputa política sobre o formato da investigação. Parlamentares governistas defendem a abertura de uma CPI na Câmara dos Deputados, enquanto a oposição articula uma CPMI com protagonismo do Senado Federal.
Pedidos em tramitação
Segundo levantamento do Congresso em Foco, há ao menos quatro requerimentos protocolados:
CPI na Câmara dos Deputados – autoria do deputado Rodrigo Rollemberg (PSB-DF);
CPI no Senado Federal – autoria do senador Eduardo Girão (Novo-CE);
CPMI – autoria do deputado Carlos Jordy (PL-RJ);
CPMI – autoria das deputadas Fernanda Melchionna (Psol-RS) e Heloísa Helena (Rede-RJ).
Posição dos parlamentares de MS
Entre os senadores sul-mato-grossenses, Nelsinho Trad (PSD-MS) e Tereza Cristina (PP-MS) assinaram requerimentos apresentados pela oposição. Para Nelsinho, é necessário aprofundar as apurações. “Precisamos de investigação com transparência, mesmo já havendo outras investigações”, afirmou.
A senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS) também defende a apuração, mas ressalta a necessidade de um processo técnico e sem viés político. Integrante do Grupo de Trabalho da Comissão de Assuntos Econômicos do Senado que acompanha o caso, ela afirmou ter assinado o pedido de CPI no Senado por entender que uma investigação responsável contribui para maior objetividade e reduz a politização excessiva.
Câmara dos Deputados
Na Câmara, parlamentares de diferentes espectros políticos também se manifestam favoráveis. O deputado Vander Loubet (PT-MS) assinou o pedido de CPMI protocolado por Fernanda Melchionna e Heloísa Helena. Segundo ele, embora a disputa política seja natural, a comissão deve seguir o rito institucional após instalada.
A deputada Camila Jara (PT-MS) foi procurada, mas não respondeu até o fechamento desta matéria. O espaço segue aberto.
Líder da bancada federal de MS, o deputado Dagoberto Nogueira (PSDB-MS) explicou que a CPMI do INSS, da qual faz parte, avalia incluir o Banco Master nas investigações, já que a instituição foi citada durante os trabalhos. Ele também se posiciona a favor de apuração no Congresso.
Os deputados tucanos Geraldo Resende e Beto Pereira assinaram pedidos de investigação. Resende declarou apoiar a CPI proposta por Rodrigo Rollemberg e afirmou que a apuração deve esclarecer eventuais vínculos entre agentes políticos e financeiros. “Doa a quem doer. Quem tiver responsabilidade, que pague”, disse.
Oposição
No campo oposicionista, o deputado Marcos Pollon (PL-MS) afirmou ter apresentado dois pedidos de CPI e assinado outros requerimentos em tramitação. Para ele, o caso tem grande gravidade e pode comprometer a credibilidade institucional do país.
Já o deputado Rodolfo Nogueira (PL-MS) também defende a investigação e criticou a falta de apoio do PT ao pedido de CPMI apresentado por Carlos Jordy.
O deputado Luiz Ovando (PP-MS) foi acionado, mas não se manifestou até o momento. O espaço permanece aberto para posicionamento.
A definição sobre o formato e a instalação da comissão deve avançar nos próximos dias, em meio às articulações políticas no Congresso Nacional.






