Ausência de Lula em assinatura do acordo Mercosul–UE gera “gosto amargo”, diz presidente do Paraguai
- porRedação
- 20 de Janeiro / 2026
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O presidente do Paraguai, Santiago Peña, afirmou que a ausência do presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, na cerimônia de assinatura do acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia deixou um “gosto amargo”. A declaração foi feita neste sábado, 17 de janeiro de 2026, durante o evento realizado no Teatro “José A. Flores”, do Banco Central do Paraguai, em Assunção.
Apesar da crítica, Peña fez questão de reconhecer publicamente a importância da atuação de Lula para a conclusão do tratado, que encerra mais de 25 anos de negociações entre os dois blocos econômicos.
O Brasil foi representado na solenidade pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira. Segundo o presidente paraguaio, Lula acompanharia a cerimônia à distância. O governo do Paraguai justificou a ausência do chefe de Estado brasileiro em razão de compromissos ligados ao período eleitoral no Brasil.
Durante o discurso, Peña destacou a liderança de Lula nas tratativas e afirmou que o acordo dificilmente teria sido assinado em Assunção sem o envolvimento direto do presidente brasileiro. Ele também ressaltou manter uma relação pessoal próxima com Lula, a quem chamou de “amigo”.
O evento marcou um momento simbólico para o Mercosul, já que Assunção foi a cidade onde o bloco foi fundado, em 1991. O acordo firmado reúne mercados que somam cerca de 800 milhões de pessoas e um Produto Interno Bruto (PIB) combinado superior a US$ 25 trilhões.
Além do chanceler brasileiro, participaram da cerimônia os presidentes Javier Milei (Argentina), Yamandú Orsi (Uruguai) e José Raúl Mulino (Panamá), além da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e do presidente do Conselho Europeu, António Costa.
Com a formalização do tratado com a União Europeia, Santiago Peña afirmou que o Mercosul deve avançar na busca por novos parceiros comerciais. Entre os países citados como potenciais alvos de futuras negociações estão Indonésia, Vietnã, Canadá, Japão, Coreia do Sul e Emirados Árabes Unidos, além da China, classificada como parceira estratégica.






