Audiência mantém prisão preventiva de ex-presidente após alegações de “surto” com tornozeleira eletrônica
- porRedação
- 24 de Novembro / 2025
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| Créditos: Foto: Reprodução / PF
O ex-presidente Jair Bolsonaro teve sua prisão preventiva mantida pela Justiça Federal após audiência de custódia realizada no domingo (23 de novembro de 2025). A decisão ocorreu um dia após ele ter sido detido sob a acusação de tentar adulterar o equipamento de monitoramento eletrônico que utilizava.
Durante o procedimento judicial, o ex-presidente alegou que a tentativa de manipulação da tornozeleira eletrônica foi resultado de um "surto psicótico" e de "confusão mental" induzidos pela interação de medicamentos que estava ingerindo, incluindo a substância Pregabalina. Bolsonaro negou veementemente qualquer intenção de fuga.
Apesar da justificativa, a juíza responsável, Luciana Sorrentino, optou por manter a custódia do ex-presidente, validando a determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Moraes havia decretado a prisão preventiva por considerar que a violação do monitor, juntamente com a movimentação de aliados, indicava um risco de evasão.
A defesa de Bolsonaro e sua equipe médica manifestaram-se junto ao STF, confirmando a possibilidade de um quadro de confusão mental e alucinações provocado pelos efeitos colaterais da medicação. Os advogados solicitaram a reconsideração da prisão ou a concessão de prisão domiciliar humanitária, citando o quadro de saúde do ex-presidente.
A manutenção da decisão será submetida à Primeira Turma do STF nesta segunda-feira (24 de novembro), que irá julgar se referenda ou revoga a determinação de Alexandre de Moraes. Por lei, a prisão preventiva não possui prazo definido, sendo reavaliada pela Justiça a cada 90 dias.






