Americanas: PF apura se Itaú, Bradesco e Santander ajudaram a esconder dívida bilionária
- porMetrópoles
- 26 de Junho / 2026
- Leitura: em 7 segundos

| Créditos: GESIVAL NOGUEIRA/ATO PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO
A Polícia Federal ampliou as investigações sobre a fraude contábil envolvendo a Americanas e passou a apurar a possível participação de executivos ligados aos bancos Itaú, Bradesco e Santander em operações que, segundo a investigação, podem ter contribuído para ocultar o elevado endividamento da empresa. A nova etapa integra a segunda fase da Operação Disclosure, deflagrada na quinta-feira (25).
De acordo com a PF, o objetivo é esclarecer se representantes das instituições financeiras tinham conhecimento de supostas irregularidades relacionadas às operações de risco sacado — modalidade de antecipação de pagamentos a fornecedores — e se esses mecanismos foram utilizados para mascarar a real situação financeira da varejista.
Entre os investigados estão executivos das três instituições financeiras, além de ex-integrantes da administração da Americanas e pessoas ligadas aos antigos controladores da companhia. Ao todo, foram cumpridos nove mandados de busca e apreensão nos estados do Rio de Janeiro e São Paulo.
A 10ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro também autorizou o bloqueio de bens e valores dos investigados em até R$ 54 bilhões, montante estimado com base nos prejuízos apontados pelos laudos técnicos que embasam a investigação.
As apurações também envolvem contratos de verba de propaganda cooperada (VPC), que, segundo a Polícia Federal, podem ter sido registrados sem respaldo econômico suficiente. Os investigadores apuram possíveis crimes relacionados à manipulação do mercado e associação criminosa.
Até o momento, as investigações seguem em andamento e não há decisão judicial definitiva sobre a responsabilidade dos investigados.






