Novo exame para rastreamento do câncer colorretal é incorporado ao SUS

| Créditos: Marcelo Casal Jr/Agência Brasil


O Ministério da Saúde publicou, no Diário Oficial da União, a inclusão do Teste Imunoquímico Fecal (FIT, na sigla em inglês) na tabela de procedimentos do Sistema Único de Saúde (SUS). A medida estabelece um novo padrão para o rastreamento preventivo do câncer colorretal na rede pública de saúde.

Público-alvo e indicação

O procedimento é direcionado a homens e mulheres assintomáticos com idade entre 50 e 75 anos. Recomendado para realização a cada dois anos, o exame busca identificar precocemente sinais da doença antes do surgimento de sintomas clínicos.

A diretriz reforça que a avaliação preventiva se destina exclusivamente a pacientes sem queixas de dores ou alterações gastrointestinais. Pessoas que apresentem sintomas ou histórico de suspeita da doença continuam com indicação para investigação diagnóstica direta, como a colonoscopia.

Como funciona o teste

O FIT realiza a pesquisa de sangue oculto nas fezes utilizando anticorpos específicos para proteínas do sangue humano. Essa tecnologia oferece uma sensibilidade estimada entre 85% e 92%, garantindo maior precisão em relação às metodologias tradicionais.

A coleta do material é simples e pode ser realizada em casa pelo próprio paciente:

É fornecido um kit contendo um tubo e uma haste para a retirada de uma pequena amostra fecal;

O material é posteriormente entregue para análise em laboratório;

Sem restrição alimentar: Diferente de exames antigos, o teste não exige dietas especiais nem preparo prévio do intestino.

Fluxo de atendimento e vantagens

Disponibilizado no âmbito da atenção básica e em ambulatórios do SUS, o teste servirá como uma triagem inicial para a população.

Caso o resultado aponte a presençade sangue oculto, o paciente é encaminhado para realizar uma colonoscopia. Esse fluxo ajuda a filtrar a necessidade de procedimentos invasivos, direcionando o exame definitivo prioritariamente aos casos que indicam possíveis alterações, como pólipos ou lesões pré-cancerígenas.

Com o registro oficial em portaria, a inclusão do exame já passa a vigorar, e a formalização dos procedimentos nos sistemas informatizados do SUS deve ser concluída no próximo mês.

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