Agepen realiza Operação Pente-Fino após ataques às torres da Máxima

| Créditos: Reprodução/CBN

Em resposta aos disparos direcionados às torres dos policiais penais no domingo (19), a Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário de Mato Grosso do Sul (Agepen) realizou uma operação pente-fino no Estabelecimento Jair Ferreira de Carvalho, situado no Jardim Noroeste, na manhã desta quarta-feira (22), em Campo Grande. A fim de garantir a segurança, bombas de efeito moral foram empregadas como parte do protocolo.

De acordo com a Agepen, a ação contou com a participação operacional do Comando de Operações Penitenciárias (Cope), responsável pela retirada e contenção dos internos, permitindo que os policiais penais do presídio realizassem as inspeções.

A incerteza paira sobre aqueles que planejavam visitar detentos, sem saber se teriam permissão para adentrar à penitenciária. Maria Inês, uma diarista de 49 anos, aguardava do lado de fora do presídio para visitar seu filho. "Fiquei sabendo que estavam realizando vistorias, mas ainda não nos informaram se poderemos entrar ou não. Espero que isso não atrapalhe, pois trouxe algumas comidas para ele", compartilhou.

Outra visitante, uma dona de casa de 29 anos que preferiu não se identificar, relatou ter ouvido gritos e o som de explosões. "Depois soube que era uma vistoria. Deve ser por causa desses casos de pessoas tentando entrar com drogas. Não sei se conseguiremos entrar, mas espero que sim. Vim do Bairro Nova Campo Grande. Gastei dinheiro com um motorista de aplicativo para vir e terei que gastar novamente para voltar. Esta é a nossa vida", lamentou.

Há aproximadamente uma semana, um bilhete contendo ameaças de morte contra três policiais penais foi interceptado no presídio. Na madrugada de domingo, suspeitos dispararam contra a torre dos agentes, e mais tarde, um dos suspeitos morreu em um confronto com o Batalhão de Choque da Polícia Militar.

O bilhete, escrito à mão, menciona os nomes dos policiais penais e adverte que quem "for pego primeiro deve ser executado sem piedade". No texto, afirma-se que o grupo possui os meios, ou seja, as armas necessárias, para cometer o crime e uma estrutura para abrigar os cúmplices.

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