1ª Marcha Trans e Travesti de MS: Estrutura é montada e evento promete reunir até mil pessoas em Campo Grande

| Créditos: Foto: Osmar Veiga


A montagem da estrutura para a primeira edição da Marcha Trans e Travesti de Mato Grosso do Sul teve início na manhã deste sábado (12) em Campo Grande. Operários começaram por volta das 9h a instalação do palco na Avenida Calógeras, próximo ao monumento da Maria Fumaça, local escolhido para o encerramento do evento.

A concentração está marcada para as 14h, na lateral da Praça do Rádio Clube, na Rua Barão do Rio Branco. Às 15h, os participantes devem percorrer as ruas Padre João Crippa, Dom Aquino, 14 de Julho e Antônio Maria Coelho até o ponto final na Avenida Calógeras, onde ocorrerão as atividades culturais.

De acordo com os organizadores, a expectativa é reunir entre 800 e mil pessoas na primeira marcha voltada à população trans e travesti do estado. O assessor técnico da Subsecretaria de Políticas Públicas LGBTQIA+, Luan Henrique de Souza, destacou que a mobilização começou em novembro de 2025 e passou por diversas etapas de planejamento até a definição da data.

"A marcha representa um momento significativo para a comunidade, especialmente diante do cenário atual de retrocesso de direitos em âmbito mundial. É uma oportunidade para reafirmar que nossa existência importa e que seguimos resistindo", afirmou Souza.

A programação cultural terá início assim que os participantes chegarem ao palco, previsto para ocorrer entre 16h30 e 17h, com apresentações das artistas Nanda Sant'Anna, DJ Afro Paty, DJ Afro Queer, DJ Deumathh, DJ Depieri e DJ Hytalo. O evento contará ainda com uma Vogue Night, manifestação artística ligada à cultura Ballroom, que tem origem na luta de pessoas trans e travestis negras. As atividades devem se estender até as 23h.

A organização informou que o evento foi viabilizado sem recursos públicos, por meio de arrecadação com vaquinhas e apoio de parceiros como o Ponto Bar e o Pivas. Embora tenha havido articulação com lideranças políticas, como a deputada federal Camila Jara (PT) e a vereadora Luiza Ribeiro (PT), não houve repasse de verbas governamentais para a realização da marcha.

O evento também oferecerá serviços à população. A Defensoria Pública de Mato Grosso do Sul instalará um estande para atendimento do projeto Transformando Histórias, que realiza cadastramento para retificação de nome e gênero. Os interessados poderão se inscrever durante a marcha e, no dia 18 de julho, comparecer à sede da Defensoria, na Rua Barão de Melgaço, para formalizar o pedido.

Segundo os organizadores, a procura pelo serviço tem sido inferior ao esperado, e a expectativa é que a visibilidade proporcionada pela marcha aumente o número de inscrições. A participação no evento é aberta a todos os públicos.

"Queremos que as pessoas conheçam nossa história e entendam que nossa luta é pela existência e pelo respeito aos direitos básicos. Não há intenção de confronto, mas sim de visibilidade e reconhecimento", concluiu Souza.

Compartilhe: