Defesa de Felipe Jafar pede relaxamento de prisão

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A equipe jurídica responsável pela defesa de um dos alvos da Operação Gutenberg protocolou uma solicitação de relaxamento da prisão preventiva. O pedido contesta a legalidade da detenção de um ex-assessor da Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul), sob a alegação de que falhas técnicas induziram a Justiça ao erro, resultando em uma prisão considerada indevida pelos advogados.

O investigado encontra-se detido no Centro de Triagem Anísio Lima, localizado na capital sul-mato-grossense. Ele ocupava um cargo em comissão com vencimentos brutos superiores a R$ 11 mil e acabou sendo exonerado de suas funções públicas no dia seguinte à deflagração da ação policial.

A operação, conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), mira uma suposta organização criminosa voltada a fraudes licitatórias, corrupção e lavagem de dinheiro. Conforme as investigações, o grupo teria movimentado cerca de R$ 27 milhões por meio do direcionamento de compras públicas de livros paradidáticos, burlando a exigência de licitações com a conivência de agentes públicos. O montante financeiro seria posteriormente distribuído entre os envolvidos para ocultar sua procedência ilícita.

Além do ex-servidor, duas empresárias ligadas ao ramo médico e odontológico também foram detidas. Um quarto membro da mesma família e um estrategista educacional, apontado como executivo de projetos, permanecem com ordens de prisão em aberto e são procurados pelas autoridades. A defesa do estrategista informou que analisa os autos para também ingressar com uma contestação jurídica contra a custódia.

Ao todo, a ação cumpriu 16 mandados de prisão preventiva e 43 de busca e apreensão. Os procedimentos foram realizados em municípios de Mato Grosso do Sul, como Campo Grande, Dourados, São Gabriel do Oeste, Caarapó, Corguinho e Porto Murtinho, além de localidades nos estados de São Paulo e Goiás.

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