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“A sabedoria do amor”

José Passarelli

Via José Passarelli | Publicado por Alcina Reis | às 01:41:55

O mundo hoje é marcado por relações amorosas que têm uma origem muito recente. Antes do capitalismo, as pessoas se casavam à força e nunca por amor. O casamento tinha duas funçöes: manter a linhagem familiar e tocar a vida rural- fazer a roça, construir cercas para os animaiis, preparar a comida e até fazer as próprias roupas. Com o capitalismo, surge o povo assalariado e o mercado de trabalho. As mulheres saem da roça para trabalhar nas cidades, vão ser operárias, domésticas em casas burguesas e se descobrem como indivíduos.


Largam a bolha em que viviam e descobrem três liberdades: o anonimato- ninguém mais a vigia- o salário, um pouco de dinheiro que significa a autonomia material- e o estudo- o caminho para a universidade e para o futuro.


Coloque-se no lugar dessa moça que escapa do olhar da família e do padre da vila: é uma liberdade formidável! Essa mulher passa a se recusar ser casada à força. Ela vai querer se casar- e com alguém de quem ela goste Surge assim o casamento por amor, e desse casamento vem o amor e o carinho pelos filhos e depois a sacralizaçäo das pessoas. Foi assim que o amor familiar virou um grande traço que nos define hoje em dia.


Realmente, o amor é uma das poucas coisas absolutas, indiscutíveis nos dias de hoje. É a única coisa capaz de dar sentido à vida é o absoluto.
Para viver o presente, a psicologia nos diz 'como', e a filosofia responde 'por que'. A psicologia acalma e a filosofia aponta o sentido.

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