Vice-prefeita de Sidrolândia denuncia ataque virtual com imagem íntima falsa criada por inteligência artificial
- porRedação
- 21 de Outubro / 2026
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Cristina Fiuza, vice-prefeita de Sidrolândia (MS) | Créditos: Reprodução/Redes Sociais
A vice-prefeita de Sidrolândia, Cristina Fiuza (MDB), afirma ter sido vítima de um ataque virtual após a publicação de uma imagem íntima falsa em seu perfil pessoal no Facebook. O conteúdo, que teria sido produzido com o uso de inteligência artificial, foi divulgado sem seu conhecimento ou autorização.
Segundo nota divulgada pela defesa nesta quarta-feira (21), Cristina foi surpreendida durante a madrugada por diversas ligações telefônicas. Uma amiga a alertou de que uma imagem atribuída a ela, com exposição de partes íntimas do corpo, havia sido publicada na rede social.
A vice-prefeita nega ter feito a publicação e sustenta que a imagem foi manipulada digitalmente. A defesa aponta uma possível invasão da conta e classifica o episódio como uma violação da intimidade, da honra, da dignidade e da imagem da agente pública.
O advogado Alexandre Oliveira, responsável pela manifestação, informou que serão adotadas medidas jurídicas para identificar e responsabilizar os envolvidos na suposta invasão, na criação da montagem e na divulgação do material.
Defesa cita legislação e pede que imagem não seja compartilhada
A nota menciona os artigos 216-B e 218-C do Código Penal, que tratam, respectivamente, de condutas relacionadas ao registro não autorizado da intimidade sexual, incluindo determinadas montagens, e à divulgação não consentida de conteúdo íntimo nas hipóteses previstas em lei.
A defesa também cita a Lei Federal nº 14.192/2021, que estabelece medidas de prevenção e combate à violência política contra a mulher. A eventual aplicação dessa legislação ao caso dependerá da apuração dos fatos, da identificação dos responsáveis e das circunstâncias da conduta.
O comunicado pede que usuários de redes sociais e demais pessoas não compartilhem nem reproduzam a imagem, ressaltando que a circulação do material pode ampliar os danos e gerar consequências jurídicas, conforme a legislação aplicável.
Cristina Fiuza lamentou o episódio e destacou que ataques dessa natureza ultrapassam a esfera pessoal, podendo representar uma forma de violência digital contra mulheres que ocupam espaços públicos.
Até a divulgação da nota, não haviam sido apresentados detalhes sobre a identidade dos responsáveis pela suposta invasão ou pela produção da imagem. Também não foram informadas eventuais medidas adotadas junto à plataforma ou a confirmação de registro de boletim de ocorrência.
O caso reforça a preocupação com o uso da inteligência artificial para fabricar imagens íntimas falsas e expor pessoas sem consentimento, prática que pode provocar danos à reputação e à vida pessoal das vítimas.






