Venda de garagem do Consórcio Guaicurus entra na mira de investigação por falta de reinvestimento

| Créditos: Foto: Leo de França/ Midiamax


Documentos analisados no processo de intervenção do transporte coletivo de Campo Grande levantam questionamentos sobre a venda da principal garagem do Consórcio Guaicurus, realizada em 2021 para uma empresa ligada aos próprios sócios da concessionária.

Segundo os registros, o imóvel, localizado na Avenida Gury Marques, estava contabilizado por cerca de R$ 14,4 milhões. A escritura aponta venda por R$ 7,7 milhões, enquanto o consórcio informou à agência reguladora que o negócio teria alcançado R$ 9,9 milhões.

A investigação busca esclarecer o destino dos recursos e por que o dinheiro não teria sido direcionado à renovação da frota ou à manutenção do equilíbrio financeiro do sistema, que enfrenta dificuldades.

Outra questão em análise é se a garagem pode ser considerada um bem reversível ao município. Caso a Justiça entenda dessa forma, a negociação poderá ser anulada.

O Consórcio Guaicurus afirma que a operação foi legal e prevista no contrato de concessão, sustentando que o imóvel não era considerado bem reversível. O caso segue em discussão judicial.

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