Universidade Federal Indígena é criada e terá unidades em diferentes regiões do país

| Créditos: Foto: Nailana Thiely / Ascom UEPA


O governo brasileiro oficializou a instituição da Universidade Federal Indígena (Unind), com a publicação da nova legislação no Diário Oficial da União. Embora a administração central da autarquia fique sediada em Brasília, o modelo organizacional prevê uma atuação descentralizada, permitindo a abertura de unidades acadêmicas em diferentes pontos do território nacional conforme a distribuição demográfica dessas populações.

A nova instituição de ensino superior é subordinada ao Ministério da Educação (MEC). Seus pilares institucionais consistem na oferta de cursos de graduação e pós-graduação, fomento à pesquisa acadêmica e projetos de extensão. O foco programático baseia-se na integração entre a produção científica contemporânea e as heranças culturais, direitos e línguas nativas da América Latina, além do desenvolvimento de soluções tecnológicas adequadas às realidades socioambientais dessas comunidades.

Apesar da sanção legal, o início das atividades escolares e a oferta de cursos não ocorrerão de forma imediata. O cronograma depende de dotação orçamentária própria do governo federal, estruturação interna de cargos técnicos e docentes via projeto de lei específico, além do estabelecimento do estatuto da universidade.

O regulamento impõe que a reitoria e a vice-reitoria sejam ocupadas estritamente por professores indígenas. Inicialmente, a liderança provisória será instituída pelo MEC, cabendo aos gestores provisórios o prazo de 180 dias para encaminhar as diretrizes regimentais definitivas para validação ministerial. Quanto ao ingresso de estudantes, os processos seletivos terão autonomia metodológica, respeitando particularidades étnicas e idiomáticas, com a garantia de cotas obrigatórias para candidatos indígenas.

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