Tumulto na Câmara: Glauber Braga é removido à força após ocupar cadeira da presidência
- porRedação
- 10 de Dezembro / 2025
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| Créditos: © Frame Deputado Glauber Braga/Facebook
O Deputado Federal Glauber Braga (PSOL-RJ) protagonizou um novo momento de tensão na Câmara dos Deputados nesta terça-feira, ao ser retirado à força do Plenário pela Polícia Legislativa. O parlamentar ocupou a cadeira da Presidência da Casa durante uma sessão em protesto contra a iminente votação de seu processo de cassação de mandato.
A ação do deputado ocorreu após o Presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), anunciar que o julgamento final sobre o seu futuro político será pautado até o final do ano. Na ocasião, Braga declarou que permaneceria no local "até o limite das forças", chegando a citar o motim ocorrido em agosto por parlamentares de oposição.
Origem da Cassação e Decisão do Conselho
O pedido de perda de mandato é resultado de um episódio ocorrido em abril de 2024, quando Glauber Braga agrediu e expulsou o influenciador digital Gabriel Costenaro, ligado ao Movimento Brasil Livre (MBL), das dependências do Congresso. O incidente foi registrado em vídeo, mostrando o deputado chutando o ativista fora do local. O processo, aberto após representação do Partido Novo, apurou que Costenaro teria feito comentários provocativos sobre a mãe de Braga, que estava doente e veio a falecer 22 dias depois.
Em abril de 2025, o Conselho de Ética aprovou o parecer do relator Paulo Magalhães (PSD-BA), recomendando a cassação por 13 votos a 5, sob a justificativa de quebra de decoro parlamentar e agressão física sem justificativa.
Greve de Fome e Confusão Recente
Após a deliberação do Conselho, o deputado do PSOL iniciou uma greve de fome de nove dias, que classificou como um ato de resistência. O jejum foi interrompido, segundo o parlamentar, após o presidente da Casa supostamente se comprometer a não levar o processo ao Plenário antes de 60 dias, prazo necessário para a análise de um recurso na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).
No tumulto recente, ao ser removido à força da cadeira da presidência, Braga teve o terno rasgado. Houve relatos de confusão generalizada que se estendeu ao Salão Verde, com denúncias de que outros parlamentares que tentavam intervir foram agredidos, e jornalistas que cobriam a ação foram impedidos de acompanhar o protesto, sofrendo agressões por parte dos policiais legislativos — incluindo uma jornalista da RECORD que relatou ter sido atingida no estômago.
Em resposta, o Presidente Hugo Motta criticou a conduta de Glauber Braga, classificando a ocupação da cadeira como um desrespeito ao Poder Legislativo e uma ação reincidente. Motta reafirmou que a Câmara "não se curvará a esse tipo de conduta".






