TST determina funcionamento mínimo de 80% dos Correios durante greve nacional
- porRedação
- 15 de Setembro / 2026
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| Créditos: MARCELO CAMARGO/AGÊNCIA BRASIL
O Tribunal Superior do Trabalho (TST) determinou que os trabalhadores dos Correios mantenham pelo menos 80% do efetivo em atividade durante a greve nacional da categoria. A decisão liminar vale para unidades de atendimento, distribuição, transporte, tratamento de encomendas e setores administrativos considerados essenciais.
A paralisação teve início após assembleias realizadas em diversas regiões do país rejeitarem a proposta apresentada pela empresa nas negociações do acordo coletivo de trabalho. Os sindicatos mantiveram a mobilização e informaram que a greve segue por tempo indeterminado.
Ao recorrer ao TST, os Correios solicitaram a abertura de dissídio coletivo e defenderam a continuidade dos serviços postais durante o movimento. A estatal argumenta que enfrenta um cenário financeiro desafiador e afirma ter adotado medidas para reduzir os impactos da greve, como remanejamento de equipes, reforço operacional e manutenção do atendimento nas agências.
Entre os principais pontos de divergência entre empresa e trabalhadores está o plano de saúde dos empregados, aposentados e dependentes. Enquanto a direção dos Correios sustenta que preservou a maior parte das cláusulas do acordo anterior e ofereceu reajuste baseado na inflação, as entidades sindicais consideram a proposta insuficiente.
O julgamento do dissídio coletivo está previsto para os próximos dias, quando o TST deverá analisar tanto a legalidade da greve quanto as reivindicações apresentadas pelas partes. Até lá, empresa e representantes dos trabalhadores ainda podem buscar um acordo por meio de negociação.






