Trump eleva tarifa sobre produtos brasileiros, mas mantém citricultura e mineração de MS fora da medida
- porRedação
- 31 de Julho / 2025
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta quarta-feira (30) um decreto que eleva para 50% a tarifa sobre produtos brasileiros importados pelo país. A medida, no entanto, isenta setores estratégicos para Mato Grosso do Sul, como mineração e citricultura.
Inicialmente, o governo americano havia fixado o início da taxação para 1º de agosto, mas, após pressões, adiou a implementação para o dia 6. A sobretaxa de 40% soma-se aos 10% já vigentes, totalizando 50% sobre produtos como carne bovina, ferro-gusa e celulose – itens que representam mais de 80% das exportações sul-mato-grossenses para os EUA.
Impacto no Ferro-Gusa e na Citricultura
O ferro-gusa, usado na siderurgia norte-americana, é um dos principais produtos afetados. Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) mostram que, apenas no primeiro semestre de 2020, o Brasil exportou 94,5 mil toneladas do minério para os EUA, movimentando US$ 40,5 milhões. Em Mato Grosso do Sul, o setor responde por 90% da produção em cidades como Corumbá, Ribas do Rio Pardo e Aquidauana.
Já a citricultura, em expansão no estado, escapou da taxação. O setor ocupa atualmente 25 mil hectares e projeta a instalação de uma indústria de suco assim que atingir 30 mil hectares. O Brasil é responsável por 60% do suco de laranja consumido globalmente, sendo os EUA seu principal mercado.
Reações e Dados das Exportações
A Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul (Fiems) classificou a medida como "inaceitável", destacando que pode comprometer a competitividade dos produtos locais. Apesar disso, as exportações do estado para os EUA cresceram 12% no primeiro semestre de 2020, atingindo US$ 315 milhões.
Os EUA representam 6% das exportações sul-mato-grossenses, ficando atrás da China, que absorve 48%. Ainda assim, a sobretaxa preocupa empresários, que temem redução na demanda e desaceleração de investimentos.
Com informações do MDIC, Fiems e Semadesc.






