Trump descarta negociação imediata com Brasil, mas admite debate futuro sobre tarifas

Medidas tarifárias de Donald Trump começam a valer em 1º de agosto | Créditos: Divulgação/Casa Branca/Arquivo


O presidente norte-americano Donald Trump descartou uma negociação imediata com o Brasil sobre as novas tarifas impostas, mas admitiu um debate futuro sobre as ações.

“Em algum momento eu vou conversar, mas não agora”, afirmou em uma entrevista a um canal de notícias dos EUA.

Trump também voltou a classificar como “muito injusta” o tratamento dado ao ex-presidente Jair Bolsonaro, réu na ação no STF (Supremo Tribunal Federal) sobre a tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.

“Estão tratando o presidente Bolsonaro de forma muito injusta... Eu não deveria gostar dele porque ele foi muito duro nas negociações, mas também foi muito honesto. E eu conheço os honestos e conheço os corruptos“, disse.

Consequência econômica

Após o anúncio da nova tarifa de 50% para os produtos brasileiros, o clima é de incerteza para a economia do país. A exportação para os EUA é responsável por cerca de 12% do total que o Brasil vende para o mundo.

No ano passado, o total de exportações brasileiras atingiram US$ 337 bilhões, sendo US$ 40,33 bilhões para os norte-americanos.

Caso não haja acordo ou recuo, as novas taxas devem entrar em vigor a partir de 1º de agosto, e o Brasil terá a alíquota mais alta entre 22 países notificados pelo presidente dos EUA neste mês.

O valor é maior do que os 30% atualmente impostos à China — após uma briga intensa entre as duas potências mundiais — a mesma de países como África do Sul, Argélia, Bósnia e Herzegovina, Iraque, Líbia e Sri Lanka.

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