Tribunal do Júri absolve acusado de ligação com facção em caso de corpos carbonizados
- porRedação
- 15 de Outubro / 2025
- Leitura: em 8 segundos

| Créditos: Foto: Reprodução: Marcos Maluf/Campo Grande News
O Tribunal do Júri da 2ª Vara de Campo Grande absolveu, na última quarta-feira (15), Cezar Augusto Rocha Gonçalves, que era réu no processo por suposta participação em organização criminosa, especificamente o Primeiro Comando da Capital (PCC).
Por maioria de votos, o conselho de sentença acatou a argumentação da defesa, representada pelo defensor público Nilson da Silva Geraldo, que sustentou a não participação de Cezar na facção. A acusação, a cargo da promotora de Justiça Luciana do Amaral Rabelo, pedia a condenação do réu por integrar o grupo antes de julho de 2023.
Após o veredito dos jurados, o juiz Aluizio Pereira dos Santos, presidente do Tribunal do Júri, determinou a absolvição de Cezar por insuficiência de provas. O magistrado também expediu o alvará de soltura, colocando o acusado em liberdade.
Julgamento Separado e Vítimas de "Tribunal do Crime"
A mesma sessão de julgamento deveria incluir Cleber Laureano Rodrigues Medeiros, mas, devido à sua ausência sem representação legal, o juiz decidiu separar os processos. A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) foi comunicada para as devidas providências, e um defensor público foi nomeado para acompanhar Cleber no futuro.
O processo faz parte de uma ação penal mais ampla que envolve outros seis réus e acusações de crimes graves, como duplo homicídio qualificado, tentativas de homicídio, destruição de cadáver, sequestro e cárcere privado, além da organização criminosa.
Entre as vítimas citadas na denúncia estão Thiago Brumatti Palermo e Marcelo dos Santos Vieira, encontrados carbonizados em julho de 2023, no Bairro São Conrado. A investigação policial da época apontou que eles foram mortos por um chamado "tribunal do crime" do PCC após tentarem enganar a facção, trocando 40 quilos de cocaína por placas de gesso.
O julgamento dos demais acusados e a análise dos bens apreendidos foram adiados e dependerão da análise de recursos pendentes pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS).






