TJMS mantém prisão de investigados na Operação Gutenberg
- porRedação
- 13 de Agosto / 2026
- Leitura: em 6 segundos

O coordenador estadual de Regulação da Secretaria de Saúde de Mato Grosso do Sul, Ed Carlo Britto Burgatt, está entre os presos em operação do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco/MPMS) | Créditos: Reprodução
A 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul negou pedidos de liberdade apresentados pelo ex-chefe da Regulação Estadual de Saúde, Ed Carlos Burgatt, e por Felipe Paraoschi Jafar, ex-servidor da Agesul. Os dois estão presos no âmbito da Operação Gutenberg.
Segundo as investigações do Gaeco, Burgatt teria utilizado sua posição na regulação do SUS para pressionar municípios a contratar livros paradidáticos da Editora Avante. Mensagens analisadas pelos investigadores indicam que exames, cirurgias e vagas hospitalares teriam sido usados como instrumento de negociação.
Em um dos episódios citados, uma prefeitura teria sido ameaçada com restrições no atendimento de saúde caso não aderisse à compra dos materiais. A investigação também aponta que Burgatt teria mencionado a liberação de R$ 300 mil em exames e cirurgias após um possível acordo.
A Operação Gutenberg investiga suspeitas de corrupção, fraudes em contratações públicas e lavagem de dinheiro. Conforme o Gaeco, o esquema teria movimentado mais de R$ 27 milhões e envolvido diferentes municípios de Mato Grosso do Sul.
A decisão do TJMS mantém, por enquanto, as prisões preventivas dos dois investigados, enquanto as apurações sobre o suposto esquema continuam.






