Suspeito de matar jovem a pedradas tem prisão preventiva decretada em Campo Grande

O rapaz de 21 anos preso pelo assassinato de Isaac Ferreira da Silva teve a prisão preventiva decretada pela Justiça nesta terça-feira (10). Ele havia sido detido em flagrante horas após o crime por agentes do Grupo de Operações e Investigações (GOI). O homicídio ocorreu no último domingo (8), na Vila Piratininga, em Campo Grande.

Durante audiência de custódia realizada na manhã desta terça, o Poder Judiciário decidiu manter o suspeito preso. “Preenchidos os requisitos legais, homologo o Auto de Prisão em Flagrante e acolho a representação feita pela autoridade policial, convertendo a prisão em flagrante delito em prisão preventiva”, diz trecho da decisão judicial.

Crime foi registrado por câmeras

A morte brutal de Isaac foi registrada por câmeras de segurança. As imagens mostram a vítima discutindo com os suspeitos antes de ser atacada com pedras e garrafas.

Durante a agressão, Isaac caiu no chão e continuou sendo espancado pelos três homens, que utilizaram pedaços de madeira para feri-lo. O crime ocorreu na Rua Dona Carlota, enquanto outras pessoas assistiam à cena da calçada.

A reportagem do Jornal Midiamax apurou que a vítima era irmão de um agente da Guarda Civil Metropolitana. Isaac chegou a ligar para o familiar pedindo ajuda, afirmando que dois homens queriam agredi-lo. No entanto, quando o guarda chegou ao local, o jovem já estava morto e a área havia sido isolada pela Polícia Militar de Mato Grosso do Sul.

Possível omissão de socorro

A advogada Mariana Canossa afirmou que as pessoas que presenciaram o crime e não tomaram nenhuma providência podem responder por omissão de socorro.

Segundo ela, embora não seja obrigatório que testemunhas intervenham fisicamente em uma agressão, é dever de qualquer cidadão acionar as autoridades ou serviços de emergência ao presenciar alguém em situação de risco.

“A gente não pode exigir que a pessoa entre na briga e coloque a própria vida em risco. Mas é obrigação chamar a polícia, o Samu ou o Corpo de Bombeiros quando alguém está ferido”, explicou.

De acordo com a advogada, no caso específico, o crime pode ser considerado ainda mais grave, já que a vítima acabou morrendo. A avaliação é de que, diante das imagens que circulam, já há indícios de que a omissão de socorro possa ter ocorrido.

As investigações continuam para identificar todos os envolvidos no homicídio.

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