Suplentes ficam na fila por vagas que podem surgir na Assembleia de MS


A eleição realizada no último domingo (4) definiu não apenas os 24 deputados estaduais que vão compor a Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (Alems) a partir de 2027, mas também a ordem dos candidatos que poderão ser chamados em caso de abertura de vagas.

A substituição não ocorre simplesmente pelo número total de votos. A regra considera o partido ou a federação pela qual o candidato concorreu. Dentro de cada grupo, os suplentes seguem a ordem da votação nominal.

Entre os nomes que aparecem na fila está Antônio Vaz (Republicanos), que recebeu 19.101 votos e é o primeiro suplente da legenda, que elegeu Renato Câmara e Pedrossian Neto.

Na Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PV e PCdoB, a primeira da lista é Luiza Ribeiro (PT), com 25.472 votos. Ela poderá ser convocada caso uma das quatro cadeiras conquistadas pela federação fique disponível.

Outra situação envolve a federação formada por União Brasil e PP. Nesse grupo, Professor Marcelo Miranda (PP), com 23.112 votos, aparece como primeiro suplente e pode ocupar uma eventual vaga deixada por qualquer um dos quatro deputados eleitos pela federação, entre eles Gerson Claro, Londres Machado, Hélio Peluffo e Professor Rinaldo Modesto.

No MDB, que elegeu André Puccinelli, o primeiro nome da suplência é Junior Mochi, com 23.721 votos. Já no Avante, partido de Lídio Lopes, o primeiro suplente é Rogério Rohr, que obteve 6.857 votos.

Pelo PL, que conquistou nove cadeiras, a primeira suplente é Ana Portela, com 15.561 votos. Na Federação PSDB/Cidadania, o primeiro da fila é Silvio Pitu (PSDB), com 18.392 votos.

Quando o suplente pode assumir?

A convocação pode ocorrer em situações como morte, renúncia ou perda do mandato do titular. Também existe possibilidade de substituição temporária em determinados afastamentos, incluindo licença para exercer cargo de ministro ou secretário de Estado e licença para tratamento de saúde superior a 120 dias, conforme as regras da Assembleia.

Em caso de afastamento temporário, o suplente permanece no cargo enquanto durar a ausência do titular. Se a vaga for definitiva, o substituto permanece até o fim da legislatura.

Os suplentes também serão diplomados pela Justiça Eleitoral. O diploma registra a classificação obtida na eleição, mas a posse somente ocorre caso seja aberta uma vaga correspondente ao partido ou federação.

A nova composição da Alems terá 24 deputados estaduais, sendo oito nomes que não ocupavam uma cadeira na Casa: Gianni Nogueira, Odilon Ribeiro, Daverson Matos, André Salineiro, Tiago Botelho, Hélio Peluffo, Ângelo Guerreiro e André Puccinelli.

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