Sorgo ganha espaço na segunda safra e passa a integrar estratégia econômica do produtor em MS

O crescimento acelerado da área cultivada com sorgo na segunda safra em Mato Grosso do Sul indica que a cultura deixou de ser apenas uma alternativa emergencial e passou a ocupar papel estratégico no planejamento econômico do produtor rural. Em um intervalo de apenas cinco safras, a área plantada no Estado saltou de pouco mais de 5 mil hectares para cerca de 400 mil hectares, o que representa um avanço superior a 7.700%.

Os dados são do Sistema de Informações Geográficas do Agronegócio (SIGA), ferramenta mantida pelo Governo do Estado por meio da Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), em parceria com a Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso do Sul (Aprosoja).

Para o secretário da Semadesc, Jaime Verruck, a expansão do sorgo não ocorre por acaso. Segundo ele, a decisão dos produtores está diretamente ligada a uma estratégia de mercado bem definida. “Esse movimento não é casual, é estratégia”, afirmou. De acordo com Verruck, a principal força por trás da ampliação da cultura é a demanda crescente, especialmente das usinas de etanol de milho instaladas no Estado, que passaram a utilizar o sorgo como matéria-prima complementar.

As informações do SIGA mostram que a área plantada evoluiu de cerca de 5 mil hectares no início da década de 2020 para quase 400 mil hectares na safra 2024/2025. Os números convergem com levantamentos da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que também apontam o fortalecimento da cultura ao longo dos últimos anos.

No entanto, o diferencial do SIGA está na precisão dos dados, com recorte espacial detalhado e acompanhamento por safra, o que permite visualizar com clareza a velocidade da expansão e a distribuição do sorgo no território sul-mato-grossense. O cenário confirma a consolidação da cultura como parte integrante da dinâmica produtiva do Estado, alinhada às novas demandas do agronegócio e à diversificação das cadeias agroindustriais.
 

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