Sindicato alvo de investigação por “greve forjada” busca assento em conselho de fundo de transporte
- porRedação
- 15 de Novembro / 2025
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| Créditos: PMCG
O Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Coletivo Urbano (STTCU) de Campo Grande pleiteia participação na administração das verbas públicas destinadas ao setor de mobilidade. A entidade protocolou um pedido para integrar o Conselho Gestor do Fundo Municipal de Mobilidade e Trânsito.
Este fundo é responsável por arrecadar e fiscalizar recursos provenientes, em parte, de multas de trânsito e estacionamentos regulamentados, que são posteriormente direcionados à concessionária do serviço de ônibus para subsidiar e custear melhorias no transporte coletivo.
O interesse do sindicato em integrar o conselho surge em um contexto de controvérsia recente. A entidade foi alvo de uma investigação preliminar aberta pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) após denúncias de que teria havido um "locaute" — a paralisação forçada por empresários, prática proibida por lei — durante uma greve relâmpago de motoristas ocorrida em 22 de outubro. As acusações, trazidas a público por trabalhadores, sugeriam um possível conluio entre a representação da categoria e os donos do consórcio de ônibus para pressionar a prefeitura por mais subsídios.
Apesar da seriedade das alegações, a investigação do MPT foi encerrada sem avançar. O procedimento foi arquivado após motoristas que se dispuseram a formalizar as denúncias recuarem, alegando receio de sofrerem retaliações por parte dos empregadores ou da própria liderança sindical.
Em reunião com parlamentares na Câmara Municipal, o líder do sindicato defendeu que a intenção da categoria em participar da gestão do fundo é "contribuir de forma técnica e prática" para o debate sobre o futuro da mobilidade urbana na capital.






