Sete condenados e dois delatores no primeiro julgamento da Operação Tromper em Sidrolândia

Da esquerda para a direita: Roberto Valenzuela, Ueverton Macedo, conhecido como 'Frescura' e Tiago Basso da Silva | Créditos: Região News/Reprodução


Sete pessoas foram condenadas a penas que variam de quatro a 37 anos de prisão no âmbito da Operação Tromper, que investiga um esquema de corrupção na prefeitura de Sidrolândia. As condenações foram proferidas pelo juiz Bruno Henrique dos Santos Bueno Silva, da 1ª Vara Cível e Criminal do município.

O empresário Ueverton da Silva Macedo, conhecido como 'Frescura', recebeu a maior pena, de 37 anos e nove meses, apontado como um dos líderes do esquema de fraudes em licitações e uso de empresas de fachada. A segunda maior condenação, de 28 anos e oito meses, foi para Ricardo José Rocamora Alves. Ambos também deverão pagar uma multa de aproximadamente R$ 350 mil.

As demais penas em regime fechado foram para Antônio Carlos Nogueira Cardoso (16 anos e quatro meses), Edvaldo Ferreira de Souza (13 anos e sete meses), Everton Luiz de Souza Luscero (15 anos e nove meses) e Flávio Trajano Aquino dos Santos (oito anos e quatro meses).

Já César Augusto dos Santos Bertoldo (cinco anos e seis meses) e Odinei Romeiro de Oliveira (quatro anos e nove meses) cumprirão suas sentenças em regime semiaberto.

O processo faz parte da primeira fase da operação, conduzida pelo GAECO. Dois dos réus iniciais, Tiago Basso e Milton Matheus Paiva Matos, que fizeram delação premiada, não foram julgados nesta etapa. O ex-vereador Claudinho Serra, preso em uma fase posterior da operação, também não está entre os condenados neste momento.

O Ministério Público Estadual (MPE) denunciou 22 pessoas por participação em uma organização criminosa que fraudava licitações e desviava dinheiro público desde 2017.

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