Conselho de Ética analisará separadamente caso de Camila Jara por suposta agressão a deputado

Os deputados federais Nikolas Ferreira (PL-MG) e Camila Jara (PT-MS) | Créditos: Foto: Vinicius Loures e Divulgação


O Conselho de Ética da Câmara dos Deputados avaliará em processo distinto a conduta da deputada Camila Jara (PT-MS), acusada de agredir o colega Nikolas Ferreira (PL-MG) durante protesto que paralisou o plenário. O caso será separado da investigação contra outros quatro parlamentares envolvidos no mesmo episódio.

O presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), recomendou a suspensão por seis meses de Camila Jara, Marcos Pollon (PL-MS), Zé Trovão (PL-SC), Júlia Zanatta (PL-SC) e Marcel van Hattem (Novo-RS). A deputada, no entanto, responde a uma acusação adicional, que ela nega.

Os fatos em investigação

Na noite de quarta-feira (6), a oposição ocupou a Mesa Diretora para impedir a retomada dos trabalhos após o recesso. Segundo Nikolas Ferreira, Camila Jara o empurrou durante a confusão. A deputada afirma que apenas o afastou em meio ao tumulto e nega agressão.

Em nota, Camila destacou que está em tratamento contra câncer, tem 1,60m e 49kg, e ironizou a acusação de ter "nocauteado" Ferreira. Ela relatou ter reagido como "qualquer mulher faria" diante de pressão física e acionou a Polícia Legislativa por ameaças.

Marcos Pollon, último a deixar a cadeira da presidência durante o protesto, alegou autismo (diagnosticado em 2024) para justificar sua conduta. Dias antes, ele havia insultado Motta publicamente.

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