Senado convoca líder do PCC acusado de movimentar R$ 52 bilhões em Mato Grosso do Sul para depor na CPI do Crime Organizado

'Beto Louco' líder PCC | Créditos: Foto: Reprodução/UOL


A Comissão Parlamentar de Inquérito do Crime Organizado do Congresso Nacional aprovou a convocação de Roberto Augusto Leme da Silva, conhecido como “Beto Louco”, apontado como um dos líderes do Primeiro Comando da Capital (PCC) e suspeito de operar um esquema bilionário de lavagem de dinheiro em Mato Grosso do Sul.

De acordo com o requerimento nº 17/2025, apresentado pelo senador Marcos do Val (Podemos-ES), o esquema teria movimentado mais de R$ 52 bilhões por meio de uma rede de usinas de combustíveis, postos, fundos de investimento, empresas de fachada e laranjas, com o objetivo de ocultar a origem ilícita dos valores.

A Operação Carbono Oculto, deflagrada em 28 de agosto, cumpriu mandados em Mato Grosso do Sul e outros estados, investigando fraudes fiscais, lavagem de dinheiro e o uso de empresas ligadas à facção. Entre 2020 e 2024, cerca de mil postos de combustíveis com ligações suspeitas foram identificados.

Os senadores Tereza Cristina (PP) e Nelsinho Trad (PSD) destacaram a importância estratégica de Mato Grosso do Sul nas investigações, devido à proximidade com fronteiras utilizadas para o tráfico de drogas, armas e contrabando.

Instalada em 4 de novembro, a CPI do Crime Organizado também investiga milícias, uso de criptomoedas, atuação de fintechs e escritórios de advocacia suspeitos de participar do esquema financeiro do PCC.

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