Seminário sobre reforma agrária lota Assembleia e movimenta militantes em MS

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O seminário "Reforma Agrária como Dinamizador do Desenvolvimento Sustentável" lotou as dependências da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (Alems) na manhã desta segunda-feira (22). O evento, que reuniu representantes de diversos movimentos de trabalhadores rurais e contou com a presença da ministra do Planejamento, Simone Tebet, teve como foco o debate sobre a situação da reforma agrária no estado.

A grande afluência de pessoas causou o fechamento temporário do acesso principal da Alems. Caravanas de trabalhadores rurais sem terra e assentados de várias regiões do estado se mobilizaram para participar. Fora do prédio, sob chuva, militantes de grupos como o MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra) e o MPL (Movimento Popular de Luta) se manifestaram em frente à sede do legislativo.

A principal demanda apresentada foi a aceleração da política de reforma agrária. Os representantes dos movimentos cobraram a ministra Simone Tebet por mais recursos e ações efetivas, argumentando que a política está paralisada há 16 anos em Mato Grosso do Sul, sem a criação de novos assentamentos.

Durante o evento, foram entregues Títulos de Domínio para famílias de Sidrolândia, Nioaque e Campo Grande, garantindo a posse definitiva de suas terras. Além disso, famílias de Dois Irmãos do Buriti receberam Contratos de Concessão de Uso, uma etapa intermediária para a obtenção do título final. Também foram assinados contratos do Programa Nacional de Crédito Fundiário, que destinaram R$ 3,8 milhões para a Fazenda Três Meninas, destinados à compra de terras e investimentos produtivos.

Segundo o MST, o estado possui dez acampamentos com mais de 3 mil famílias, e o número de famílias à espera de assentamento chega a 15 mil. O Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) em MS informou que, apesar da ausência de novos assentamentos no atual governo, quatro novos projetos estão em fase de finalização e a expectativa é assentar entre 5 mil e 7 mil famílias até 2026.

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