Semana política em MS é marcada por embates sobre IPTU, operações contra corrupção e debates sobre Carnaval

A semana política em Mato Grosso do Sul foi marcada por decisões judiciais, operações de combate à corrupção e intensos debates no Legislativo municipal e estadual. Entre os principais temas estiveram a controvérsia em torno do IPTU em Campo Grande, ações do Ministério Público no interior do Estado, mudanças na relatoria de investigação no STF e discussões envolvendo o Carnaval na Capital.

Na Câmara Municipal de Campo Grande, os vereadores mantiveram o veto da Prefeitura ao projeto que previa alterações na cobrança da taxa do lixo, incorporada ao cálculo do IPTU. A votação evidenciou mudança de posicionamento de parte dos parlamentares e ocorreu em meio a divergências sobre o impacto financeiro aos contribuintes. Diante do impasse, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul determinou que não haja penalização por atraso no pagamento e limitou o reajuste ao índice da inflação, fixado em 5,4%. A Prefeitura informou que parte dos contribuintes foi afetada pela decisão e que os carnês atualizados estão disponíveis de forma virtual.

No interior do Estado, duas operações do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado, vinculado ao Ministério Público de Mato Grosso do Sul, colocaram prefeituras sob investigação. A Operação Cartas Marcadas cumpriu dezenas de mandados de busca e apreensão e apura supostas fraudes em licitações que somariam cerca de R$ 9 milhões, envolvendo municípios como Corguinho e Rio Negro. Já a Operação “Lucro Certo” investigou contratos firmados sem licitação em Coxim, com pagamentos superiores a R$ 1,5 milhão sem comprovação de prestação de serviços.

No cenário nacional, o ministro Dias Toffoli deixou a relatoria da investigação sobre o Banco Master no Supremo Tribunal Federal, após questionamentos envolvendo possível conflito de interesse. A relatoria do caso passou ao ministro André Mendonça.

O Carnaval também esteve no centro das discussões na Câmara de Campo Grande. O vereador Rafael Tavares (PL) apresentou projeto para proibir a presença de crianças em blocos carnavalescos, sob o argumento de proteção aos menores. A proposta foi contestada por parlamentares da oposição, que defenderam a liberdade das famílias e o caráter cultural da festa. A confirmação da participação da cantora Valesca Popozuda no Carnaval da Capital ampliou o embate político, com troca de críticas durante sessão legislativa.

Ainda no Legislativo municipal, decisão judicial determinou que o MPMS se manifeste sobre ação popular que questiona a eleição antecipada da Mesa Diretora para o biênio 2027-2028, que garantiu a permanência de Epaminondas Neto, o Papy (PSDB), na presidência da Casa.

Na esfera estadual, a disputa por uma vaga na Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR) da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul levou à suspensão de reunião da comissão, adiando a análise de projetos até a definição da nova composição.

Com decisões judiciais, investigações em curso e debates acalorados, a semana reforçou o cenário de intensa movimentação política em Mato Grosso do Sul.

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