Secretário de Três Lagoas continua no cargo após operação do Gecoc
- porRedação
- 08 de Agosto / 2026
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| Créditos: Foto: Antônio Luiz/RCN 67.
O secretário municipal de Infraestrutura, Transporte e Trânsito de Três Lagoas, Osmar Dias Pereira, permanece no cargo após ser alvo de mandados de busca e apreensão durante uma operação do Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc).
A ação ocorreu na quinta-feira (6) e cumpriu 19 mandados em diferentes endereços, incluindo a sede da secretaria e a residência do secretário, localizada em Castilho, no interior de São Paulo. Osmar ocupa a pasta desde 2022 e permaneceu na função após a mudança de administração municipal.
O prefeito de Três Lagoas, Dr. Cassiano, não respondeu aos questionamentos sobre a permanência do secretário. Em manifestação divulgada no dia da operação, a Prefeitura informou que ainda não tinha conhecimento detalhado dos motivos da ação e que se pronunciaria após ter acesso às informações da investigação.
O vereador Davis Martinelli, que afirma ter encaminhado denúncias ao Ministério Público, defendeu o afastamento temporário do secretário durante a apuração. Segundo ele, a medida não representaria antecipação de culpa, mas uma forma de preservar a transparência e garantir o esclarecimento dos fatos.
A investigação faz parte da Operação Máquinas de Areia, desdobramento de apurações iniciadas anteriormente na Capital. Conforme o Gecoc, o trabalho investigativo identificou suspeitas relacionadas a contratos públicos na região do Bolsão.
Os contratos investigados envolvem serviços de locação de máquinas, caminhões, ônibus e outros veículos, além de fornecimento de combustível, operação de equipamentos e alimentação de trabalhadores.
Empresas e empresários também foram alvo das buscas. Segundo o Ministério Público de Mato Grosso do Sul, as apurações indicam possíveis irregularidades na execução de contratos de locação e fornecimento de veículos e maquinários, além de serviços ligados à infraestrutura.
Ainda de acordo com o Ministério Público, contratos e respectivos aditivos investigados, firmados entre 2018 e 2026, ultrapassam R$ 100 milhões. A investigação apura a possibilidade de pagamentos públicos por serviços que não teriam sido integralmente executados, hipótese que poderá resultar em responsabilizações caso seja confirmada ao longo do processo.
As investigações seguem em andamento e os envolvidos são considerados investigados, sem que isso represente, neste momento, condenação ou comprovação definitiva das suspeitas.






