Santa Casa cobra na Justiça R$ 26,5 milhões em repasses e mantém cirurgias eletivas suspensas
- porRedação
- 31 de Julho / 2026
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| Créditos: Divulgação/Santa Casa
A Santa Casa de Campo Grande pediu à Justiça uma decisão urgente para garantir o recebimento de R$ 26,56 milhões em repasses pendentes do município e do Governo de Mato Grosso do Sul. O hospital afirma que a situação financeira tem afetado o atendimento e contribuído para a suspensão de procedimentos eletivos.
Do total cobrado, cerca de R$ 15,3 milhões correspondem à Prefeitura de Campo Grande e outros R$ 11,1 milhões ao Governo do Estado. O valor está relacionado a repasses realizados sem a atualização pelo IPCA entre dezembro de 2025 e julho de 2026. Uma decisão judicial anterior já havia reconhecido o direito à correção.
Diante do impasse, a instituição também solicitou a prorrogação, por mais 30 dias, do contrato atualmente utilizado para garantir os pagamentos, condicionando a continuidade dos repasses à regularização dos valores em atraso.
A Santa Casa informou ainda que equipes médicas avaliam deixar o hospital de forma coletiva caso a situação não seja solucionada. Entre as áreas afetadas estão cardiologia intervencionista, urologia, ortopedia, radiologia intervencionista, ultrassonografia e psiquiatria.
Os procedimentos eletivos suspensos incluem atendimentos gerais, pediátricos, cardíacos, pediátricos cardíacos e vasculares. Serviços considerados de maior complexidade, como hematologia, oncologia e transplante renal, seguem funcionando normalmente.
Prefeitura aponta redução de atendimentos
Enquanto não há acordo para um novo contrato, o município mantém os pagamentos com base em um convênio anterior, renovado por decisões judiciais. A administração municipal argumenta que a Santa Casa não estaria cumprindo integralmente as metas previstas, citando redução no número de exames e internações.
A instituição, por outro lado, afirma enfrentar dificuldades financeiras acumuladas ao longo dos últimos 20 meses, período em que contratos emergenciais foram prorrogados sucessivamente.
Segundo a Santa Casa, a ausência de correção inflacionária provocou um déficit estimado em R$ 20 milhões. Para reequilibrar as contas, o hospital também pede a revisão do valor mensal dos repasses, de aproximadamente R$ 32,7 milhões para R$ 45,9 milhões.
O caso segue em análise judicial, enquanto hospital e poder público buscam uma solução para os repasses e a continuidade dos serviços.






