Relatório aponta falhas em licitação e aditivo eleva custo de obra do aeródromo de Maracaju
- porRedação
- 24 de Junho / 2026
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A implantação do novo aeródromo de Maracaju voltou ao centro das atenções após documentos apontarem questionamentos sobre a condução da licitação e da execução da obra. O empreendimento, contratado pela Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul), teve valor inicial de aproximadamente R$ 17 milhões e recebeu um aditivo superior a R$ 2 milhões, além da prorrogação do prazo contratual por mais 180 dias.
Durante a análise prévia do certame, técnicos do Tribunal de Contas de Mato Grosso do Sul identificaram inconsistências no Estudo Técnico Preliminar, documento utilizado para justificar aspectos técnicos e financeiros da contratação. A equipe responsável pela fiscalização sugeriu medidas para correção dos apontamentos antes da continuidade do processo.
Mesmo com o procedimento de controle em andamento, o contrato avançou e a obra foi entregue oficialmente em junho. Pouco depois, o processo de fiscalização prévia foi arquivado por perda de objeto, uma vez que a execução já estava em curso, ficando eventual análise para fiscalização posterior.
Outro aspecto destacado foi a baixa competitividade observada na concorrência. Das empresas que iniciaram participação no processo, apenas um pequeno grupo chegou à fase final de lances, enquanto diversas concorrentes foram desclassificadas ou desistiram ao longo do certame.
A nova estrutura aeroportuária recebeu investimentos totais próximos de R$ 19,4 milhões e conta com pista de 1.700 metros de extensão, além de pátio para aeronaves, taxiway e cercamento operacional. O objetivo é ampliar a capacidade logística do município e permitir operações de aeronaves de maior porte.
Além da pista já entregue, estão previstas novas etapas de modernização, incluindo a implantação de balizamento noturno e a construção de um terminal de passageiros.






