Recursos obtidos nas gestões Marquinhos Trad e Alan Guedes quase foram perdidos; por burocracia

| Créditos: Rafael Benjamin/SESAU


O deputado federal Geraldo Resende (PSDB) lamentou que a falta de agilidade das gestões anteriores de Marquinhos Trad (na capital) e Alan Guedes (em Dourados) quase resultou na perda de recursos federais destinados a quatro unidades do Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) e uma base do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU).

Resende revelou ter articulado os repasses junto ao Ministério da Saúde, mas que a burocracia e a falta de andamento nos projetos por parte das prefeituras quase inviabilizaram as obras. Ele precisou intervir para renegociar os prazos e evitar a perda do dinheiro.

Situação em Dourados
Para Dourados, Resende detalhou que dois CAPS foram viabilizados: um para o público infanto-juvenil, orçado em R$ 2,41 milhões, e outro para o tratamento de Álcool e Drogas, avaliado em R$ 2,49 milhões. Ambos seriam construídos no bairro Novo Horizonte. O deputado criticou o fato de que as duas unidades existentes na cidade funcionam em locais alugados, enquanto as obras para as novas sedes, que foram negociadas com a gestão anterior, sequer tiveram licitação iniciada, segundo o Sistema de Monitoramento de Obras do Ministério da Saúde.

Além dos CAPS, o parlamentar também conseguiu R$ 3,05 milhões para a construção da sede de regulação do SAMU, que atualmente opera em um local precário. Ele aguarda a aprovação da prorrogação do prazo para a obra, que também foi articulada junto à antiga gestão municipal.

Situação em Campo Grande
Em Campo Grande, a situação é semelhante. A cidade poderia já ter iniciado a construção de dois CAPS Infanto-Juvenil, um no bairro Guanandi (R$ 2,49 milhões) e outro no Jardim Paradiso (R$ 2,01 milhões). Resende destacou que as obras contam com contrapartida de seu mandato.

O deputado afirmou que a atual gestão, da prefeita Adriane Lopes, o procurou. No dia 14, uma reunião foi realizada com técnicos do Ministério da Saúde e representantes da prefeitura para articular uma nova prorrogação dos prazos, visando evitar a perda dos recursos. Resende citou que a capital enfrenta uma grave crise financeira.

As prefeituras de Campo Grande e Dourados foram contatadas e o espaço permanece aberto para manifestação.

Fonte: Top Midia

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