Quem é “Peixão”, traficante que teve família detida em fuga para Bolívia
- porRedação
- 09 de Dezembro / 2025
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Em uma ação da Polícia Rodoviária Federal (PRF), familiares de Álvaro Malaquias Santa Rosa, conhecido como "Peixão" e apontado como uma das principais lideranças da facção Terceiro Comando Puro (TCP), foram detidos no Mato Grosso do Sul. O grupo estava em deslocamento em dois veículos na região de Campo Grande (MS), com o destino final apontado como a fronteira com Corumbá, em uma provável fuga em direção à Bolívia.
Detenção e Investigações
A abordagem da PRF, realizada após informações sobre a possível rota de fuga, interceptou a esposa, três filhos e um sobrinho do criminoso. Embora o próprio traficante não estivesse nos carros, os agentes encontraram e apreenderam joias com inscrições que faziam referência direta a ele.
Os indivíduos, incluindo os motoristas contratados para o transporte, foram levados sob custódia, sendo investigados por suspeita de envolvimento em crimes como lavagem de dinheiro, ocultação de bens e participação em organização criminosa. Os motoristas relataram ter sido contratados por um conhecido que reside na Bolívia para levar os passageiros, que haviam viajado de avião até o Rio de Janeiro antes de iniciar o trajeto terrestre.
Perfil e Atuação do Líder
Álvaro Malaquias Santa Rosa é considerado pelas forças de segurança um indivíduo de extrema violência, com histórico de torturar inimigos antes de executá-los. Ele é apontado como o mentor de ações criminosas na Zona Norte do Rio de Janeiro e é o responsável por batizar a área em que atua como "Complexo do Israel", onde ordenou a disseminação de símbolos judaicos, como a Estrela de Davi.
O traficante também é alvo de um inquérito federal que desvendou um esquema sofisticado para a importação ilegal de armamento pesado para o tráfico. As investigações indicam que "Peixão" negociava a compra de armas de guerra, munições, explosivos e até equipamentos anti-drone diretamente com fornecedores internacionais, utilizando empresas de transporte e os Correios para a entrega no Rio de Janeiro.
Recentemente, as forças policiais destruíram uma construção luxuosa, descrita como um "resort do tráfico", erguida de forma irregular pelo grupo em uma área de preservação ambiental da favela. A estrutura contava com comodidades como academia equipada, piscina e lago artificial, sendo utilizada para encontros e festas da facção criminosa.






