Propostas para o combate à violência infantil é cobrada na pauta das campanhas eleitorais

| Créditos: Reprodução/Observatório do Terceiro Setor


Representantes do setor de proteção à infância defendem que os postulantes aos cargos dos poderes Executivo e Legislativo incluam o combate às agressões contra crianças e adolescentes como compromisso central em seus planos de governo. A iniciativa busca sensibilizar os candidatos quanto à gravidade e à dimensão do problema no país.

Especialistas ressaltam que o enfrentamento à violência na infância requer uma abordagem ampla e integrada, que vá além das medidas tradicionais de segurança pública. A avaliação é que o fenômeno possui raízes complexas, exigindo políticas estruturais focadas na prevenção doméstica, na proteção contra crimes no ambiente digital e na redução de desigualdades que afetam desproporcionalmente grupos vulneráveis, como meninos negros e jovens periféricos.

Entre os principais pontos levantados para a construção de propostas efetivas estão:

Fortalecimento do apoio familiar: Criação e expansão de iniciativas públicas que ofereçam suporte às famílias e incentivem ambientes seguros no cotidiano doméstico.

Transparência de dados: Maior integração e divulgação periódica de estatísticas estaduais e federais para embasar o direcionamento de investimentos públicos.

Ações intersetoriais: Articulação contínua entre as áreas da saúde, educação e assistência social para a identificação precoce e o acolhimento de vítimas.

A mobilização reforça que o planejamento orçamentário e a garantia de investimentos contínuos em políticas sociais são fundamentais para assegurar a proteção integral da infância e conter os índices de criminalidade contra esse público.

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