Promotoria denuncia anestesista e rejeita acordo em caso que deixou paciente em estado neurovegetativo
- porRedação
- 30 de Dezembro / 2025
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| Créditos: Foto: Arquivo/Osmar Veiga
O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) formalizou uma denúncia criminal contra o médico anestesista Antônio Rodrigues de Pontes Neto. A decisão ocorre após o promotor de Justiça responsável pelo caso recusar a celebração de um acordo com o profissional, optando pelo prosseguimento da ação penal na esfera judicial.
O médico é acusado de lesão corporal de natureza gravíssima em um caso que ganhou repercussão como "Caso Juninho". O paciente, filho do vereador Beto Avelar, sofreu complicações severas durante um procedimento cirúrgico, resultando em um estado neurovegetativo.
Medidas Administrativas e Criminais
Paralelamente ao processo que tramita na Justiça, o Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso do Sul (CRM-MS) já havia adotado medidas administrativas. O órgão aplicou uma suspensão de 30 dias ao médico, restringindo sua atuação profissional durante o período da penalidade.
A recusa do acordo por parte do Ministério Público sinaliza a intenção do órgão de levar o caso a julgamento, buscando a responsabilização criminal pelos danos causados à vítima.
Próximos Passos
Com o oferecimento da denúncia, cabe agora ao Judiciário analisar o caso e decidir pela abertura formal do processo. A defesa do médico ainda não se manifestou publicamente sobre os novos desdobramentos na esfera criminal, mas o espaço para o contraditório permanece garantido no rito processual.






