PGR decide pelo arquivamento de representação contra Moraes em caso envolvendo com Banco Master

O ministro Alexandre de Moraes durante quarto dia do julgamento no STF | Créditos: Foto: Evaristo Sa/AFP


O procurador-geral da República, Paulo Gonet, determinou o arquivamento de um pedido de investigação protocolado por um advogado de Mato Grosso do Sul contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A representação questionava a conduta do magistrado em episódios relacionados ao Banco Master.

Detalhes do Pedido

A peça apresentada pelo advogado sul-mato-grossense baseava-se em notícias que sugeriam uma suposta interferência de Moraes junto ao Banco Central para beneficiar interesses da referida instituição financeira. Além disso, o documento citava a prestação de serviços advocatícios da esposa do ministro, Viviane Barci de Moraes, ao banco como um possível conflito.

Fundamentação da Decisão

Ao analisar o caso, Gonet concluiu que não existem indícios concretos de irregularidades que justifiquem a abertura de um inquérito. Segundo o procurador-geral, as alegações permanecem no plano das suposições e não possuem "densidade suficiente" para acionar a estrutura de investigação do Ministério Público Federal.

O despacho também destacou que a atuação profissional de familiares do ministro em atividades privadas de advocacia está resguardada pelo princípio da livre iniciativa e autonomia da profissão, não cabendo ao STF ou à PGR interferir em negócios jurídicos entre particulares sem que haja prova de ilicitude.

Contexto

O pedido de arquivamento ocorre em um momento de intensa movimentação política, onde o Banco Master tem sido alvo de debates no Congresso Nacional. No entanto, a PGR reforçou que esta representação específica não possui vínculo direto com outros processos sobre a instituição que ainda tramitam na Suprema Corte.

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