Projeto prevê folga remunerada no dia do aniversário do trabalhador
- porRedação
- 26 de Janeiro / 2026
- Leitura: em 6 segundos

| Créditos: Reprodução
O Projeto de Lei 886/2025 prevê a concessão de folga remunerada no dia do aniversário para trabalhadores com carteira assinada. A proposta está em análise na Câmara dos Deputados e altera a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).
De autoria do deputado Duda Ramos (MDB-RR), o projeto tem como objetivo promover o bem-estar dos trabalhadores e incentivar um melhor equilíbrio entre vida profissional e pessoal.
“Trabalhadores motivados e com tempo para equilibrar a vida profissional e pessoal tendem a faltar menos e a ser mais produtivos e eficientes”, afirmou o parlamentar ao defender a proposta.
Folgas já previstas na CLT
Atualmente, a CLT já autoriza a ausência do empregado ao trabalho sem prejuízo do salário em diversas situações, entre elas:
até dois dias consecutivos, em caso de falecimento de cônjuge, ascendente, descendente, irmão ou dependente econômico registrado na Carteira de Trabalho;
até três dias consecutivos, em virtude de casamento;
cinco dias consecutivos, em caso de nascimento de filho, adoção ou guarda compartilhada;
um dia a cada 12 meses, em caso de doação voluntária de sangue devidamente comprovada;
para acompanhar esposa ou companheira em até seis consultas ou exames durante a gravidez;
um dia por ano para acompanhar filho de até seis anos em consulta médica;
até três dias a cada 12 meses para realização de exames preventivos de câncer;
nos dias de realização de provas de vestibular;
para cumprimento de exigências do Serviço Militar;
até dois dias, consecutivos ou não, para alistamento eleitoral;
quando, como representante sindical, participar de reunião oficial de organismo internacional; e
quando houver necessidade de comparecimento a juízo.
Com o novo projeto, essa lista passaria a incluir também a folga remunerada no dia do aniversário do trabalhador.
Tramitação
O projeto tramita em caráter conclusivo, ou seja, não precisa passar pelo Plenário da Câmara caso seja aprovado pelas comissões designadas. O texto será analisado pelas comissões de Trabalho e de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ).
Para se tornar lei, a proposta ainda precisará ser aprovada pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal.






