Programas de assistência social auxiliam órfãos do feminicídio e sobreviventes de violência doméstica em MS
- porRedação
- 16 de Junho / 2026
- Leitura: em 9 segundos

Famílias impactadas pela violência doméstica em Mato Grosso do Sul contam com uma rede de suporte socioeconômico gerida pelo poder público local. Por meio de iniciativas integradas de transferência de renda e acolhimento, o estado busca assegurar a subsistência e o tratamento psicológico de dependentes de vítimas de feminicídio, além de apoiar mulheres em situação de vulnerabilidade após o abrigamento emergencial.
Entre os beneficiários diretos estão duas crianças, de seis e oito anos de idade, moradoras de uma propriedade rural em Corumbá. Em agosto de 2025, elas testemunharam a morte da mãe, de 22 anos. Atualmente, os menores estão sob a tutela da avó materna, que precisou deixar o mercado de trabalho para se dedicar exclusivamente à criação dos netos e de outro filho de sete anos. O suspeito pelo crime, que manteve um relacionamento de seis meses com a vítima, encontra-se detido aguardando o julgamento.
Para garantir o sustento do núcleo familiar, a tutora recebe um repasse mensal de R$ 1.621 por meio do programa estadual Recomeços. O valor foi utilizado para a aquisição de itens básicos de subsistência e mobiliário doméstico. Paralelamente, o grupo familiar foi incluído de forma prioritária no programa Mais Social, que fornece um subsídio mensal de R$ 450 em formato de cartão magnético, voltado exclusivamente para a segurança alimentar e nutricional. Na área da educação, os menores contam com suporte terapêutico e acompanhamento psicológico regular no ambiente escolar.
Funcionamento e alcance das iniciativas
Os programas são coordenados e executados pela Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humanos (Sead). O público-alvo do programa Recomeços engloba duas frentes principais de atuação:
Órfãos do feminicídio: Crianças e adolescentes que perderam as mães em decorrência de crimes de gênero recebem repasses financeiros, além de suporte médico e psicológico.
Sobreviventes de violência doméstica: Mulheres que deixam as Casas Abrigo após o término do risco imediato à vida recebem o auxílio de um salário mínimo mensal para subsidiar despesas básicas. Há também a previsão de um aporte financeiro complementar de até quatro salários mínimos, destinado à compra de móveis e montagem da nova residência.
De acordo com os dados mais recentes da Sead, o programa Recomeços atende atualmente 22 beneficiárias diretas, um número que engloba tanto mulheres em fase de transição residencial quanto os menores assistidos após a perda da mãe. Já o programa Mais Social, de caráter mais amplo e voltado ao combate à vulnerabilidade econômica geral, atende cerca de 26 mil famílias em todo o território sul-mato-grossense.






