Presídio em Dois Irmãos do Buriti sobe mais de R$ 500 mil e chega a R$ 16,1 milhões

O contrato firmado entre o Governo de Mato Grosso do Sul e a empresa Poligonal Engenharia e Construções, responsável pela reforma e ampliação do presídio de Dois Irmãos do Buriti, sofreu novo reajuste e teve acréscimo superior a R$ 500 mil, elevando o valor total da obra para R$ 16.171.558,92.

A atualização consta no terceiro extrato de apostilamento publicado no Diário Oficial do Estado desta quarta-feira (4). O contrato original foi firmado em 2023, com reajustes aplicados em 2024 e 2025. Quando a empresa venceu a licitação, o valor estimado da obra era de R$ 13.029.022,36. Com os reajustes anteriores, o contrato já havia alcançado R$ 15.642.965,83 e, agora, recebeu novo acréscimo de R$ 528.593,09.

Recursos e execução da obra

Os recursos para o pagamento da obra são provenientes da União, por meio do repasse Fundo a Fundo obrigatório. O projeto integra o plano estadual de fortalecimento da infraestrutura penitenciária, conduzido pelo Governo do Estado através da Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública), da Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário) e da Agesul (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos).

O contrato é celebrado pela Agepen, com intervenção da Agesul, responsável pelo gerenciamento das obras.

Ampliação de vagas e reforço na segurança

A reforma e ampliação do presídio fazem parte de um processo de modernização da unidade, que ampliará a capacidade de 208 para 394 vagas, com a criação de 186 novos espaços de custódia — um aumento de aproximadamente 89,4%.

A expansão prevê a construção de:

23 celas comuns;

1 cela adaptada para pessoas com necessidades especiais;

6 celas disciplinares;

5 celas de inclusão.

As novas estruturas estão sendo executadas em concreto armado e cimento usinado, técnica que proporciona maior resistência estrutural e reforça o controle interno, dificultando tentativas de fuga e danos às edificações. Também estão previstas medidas complementares de segurança, como o fechamento superior das novas celas, para elevar o padrão de proteção da unidade.

Com a ampliação, o Governo do Estado busca reduzir a superlotação e melhorar as condições de custódia, alinhando a estrutura prisional às exigências de segurança e gestão do sistema penitenciário.

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