Presidente da Federação de Futebol de MS é acusado de calote e impede repasses públicos ao esporte

| Créditos: Gerson Oliveira/Correio do Estado


A Federação de Futebol de Mato Grosso do Sul (FFMS) está impedida de receber patrocínios públicos devido a uma dívida do seu presidente, Estevão Antônio Petrallas. A medida, revelada em Procedimento Preparatório do Ministério Público, decorre de uma prestação de contas "fajuta" de 2016, que condenou Petrallas a devolver R$ 117,7 mil aos cofres estaduais. Com a dívida em aberto, o nome de Petrallas foi parar em uma "lista suja", inviabilizando repasses a entidades que o tenham como diretor.

Essa restrição já impactou diretamente o futebol local. Um convênio de R$ 200 mil com a Sanesul, destinado a bancar a participação do Operário na Série D, foi suspenso. A Fundesporte também já garantiu ao Ministério Público a interrupção dos repasses intermediados por Petrallas.

A dívida de Petrallas remonta a um repasse de R$ 51,6 mil da Fundesporte em 2016, quando ele presidia a Liga de Futebol Profissional de Mato Grosso do Sul. A prestação de contas daquele período foi recusada por "fraudes explícitas", incluindo orçamentos forjados e gastos excessivos e suspeitos com carne — 1,050 quilos teriam sido consumidos por 30 pessoas em 23 dias, o que o MP considera "praticamente impossível".

Em sua defesa, Petrallas alegou ter parcelado a dívida e quitado a primeira parcela, além de se mostrar disposto a firmar um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) para regularizar a situação. No entanto, o Ministério Público entende que o simples parcelamento não é suficiente para que a Federação volte a receber verbas públicas, e um acordo final está sendo negociado.

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