Prefeito de Sidrolândia avalia exoneração de secretário investigado pelo Gaeco

| Créditos: Reprodução/Redes Sociais


O prefeito de Sidrolândia, Rodrigo Basso (PL), afirmou que o secretário especial Welbet José Biaggi de Amorim poderá ser afastado temporariamente ou exonerado após ser alvo de uma operação do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), deflagrada nesta quarta-feira (28), em Mato Grosso do Sul.

A Operação Trama Oculta investiga um suposto esquema de combinação de preços em licitações públicas, envolvendo empresários do setor de confecções e contratos que somam aproximadamente R$ 3 milhões.

Segundo Rodrigo Basso, a prefeitura aguarda informações sobre um possível envolvimento do secretário nas irregularidades investigadas. O prefeito declarou que Welbet atua na área de manutenção predial, com atribuições técnicas, e não em atividades administrativas relacionadas aos fatos apurados.

Welbet José Biaggi de Amorim já ocupou a Secretaria Municipal de Administração durante a gestão de Basso, mas deixou o cargo em fevereiro de 2026. Atualmente, permanece na estrutura municipal como secretário especial.

O servidor foi um dos alvos das diligências realizadas em Sidrolândia. A empresária Priscilla Depiné, esposa de Welbet e proprietária da Priscilla Malhas, também foi alvo da operação.

Investigação envolve sete municípios

A Operação Trama Oculta mobilizou equipes para cumprir 28 mandados de busca e apreensão e 14 medidas cautelares em Campo Grande, Sidrolândia, Dourados, Anastácio, Jardim, Mundo Novo e Caarapó.

De acordo com as investigações, empresários teriam combinado previamente os preços apresentados em licitações para simular concorrência e elevar os valores dos contratos públicos. Também há suspeitas de participação de servidores públicos em parte das irregularidades.

Até o momento, os investigadores identificaram indícios de fraudes em pelo menos 15 processos licitatórios. A apuração teve origem na análise de informações extraídas de um celular apreendido durante a Operação Malebolge, realizada em 2025.

A investigação segue em andamento. A inclusão dos nomes entre os alvos da operação não representa condenação, e a responsabilidade individual deverá ser apurada pelas autoridades competentes.

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