Prefeita exonera servidores citados em investigação sobre corrupção na “Operação Buraco Sem Fim”

| Créditos: Foto: Henrique Arakaki


A administração municipal de Campo Grande e o governo estadual de Mato Grosso do Sul efetuaram, nesta terça-feira (12), a demissão de servidores públicos sob investigação por supostas irregularidades em contratos de manutenção de vias públicas. A decisão ocorre após a deflagração da "Operação Buraco Sem Fim", conduzida pelo Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc).

Medidas Administrativas

No âmbito municipal, a prefeita Adriane Lopes determinou a saída de Mehdi Talayeh, que ocupava o cargo de assessor executivo, e de Edivaldo Aquino Pereira, gestor de projetos. Ambos atuavam na Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep). No entanto, Fernando de Souza Oliveira, outro servidor citado, não teve sua exoneração publicada até o momento.

Na esfera estadual, o governador Eduardo Riedel desligou Rudi Fioresi do cargo de diretor da Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul). Fioresi já havia liderado a pasta de infraestrutura da capital em gestões anteriores.

A Investigação

De acordo com informações do Ministério Público, a operação apura um esquema de fraude em medições de serviços de "tapa-buraco", o que resultaria em pagamentos por trabalhos não executados ou realizados com qualidade inferior. Estima-se que uma das empresas envolvidas tenha movimentado mais de R$ 113 milhões em contratos e aditivos entre os anos de 2018 e 2025.

Durante a ação policial, foram apreendidos aproximadamente R$ 429 mil em espécie em endereços ligados aos investigados. Além dos agentes públicos, empresários do setor de construção também foram alvos de mandados de prisão.

Resumo das Implicações

Motivo: Suspeita de fraude em medições e desvio de verbas públicas em contratos de infraestrutura.

Total apreendido: R$ 429 mil em dinheiro vivo.

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