Preço da cesta básica cai em 15 capitais, e Campo Grande registra uma das maiores quedas

| Créditos: Valter Campanato/Agência Brasil


O custo da cesta básica recuou em 15 das 27 capitais brasileiras em julho, de acordo com a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). A pesquisa, que pela primeira vez incluiu todas as capitais e o Distrito Federal, mostrou as maiores reduções em Florianópolis (-2,6%), Curitiba (-2,4%), Rio de Janeiro (-2,3%) e Campo Grande (-2,1%).

Por outro lado, o Nordeste registrou as maiores altas, com destaque para Recife (2,8%), Maceió (2%) e Aracaju (2%). São Paulo permaneceu com a cesta mais cara do país (R$ 865,90), enquanto as capitais do Norte e Nordeste, com cestas de composição diferente, apresentaram os menores valores, como Aracaju (R$ 568,52).

Ainda segundo o Dieese, com base no valor da cesta de São Paulo, o salário mínimo ideal para uma família de quatro pessoas deveria ser de R$ 7.274,43, o que representa 4,79 vezes o valor atual de R$ 1.518. O estudo aponta ainda que um trabalhador que recebe o salário mínimo comprometeu, em média, 50,9% de sua renda líquida para comprar os alimentos básicos.


Preços de produtos específicos

Arroz e feijão: O preço do arroz diminuiu em quase todas as capitais, com destaque para a queda de 7,1% em Porto Velho. O feijão também ficou mais barato em 24 capitais, com reduções expressivas em Vitória (-6,9%) e Florianópolis (-5,2%).

Café: O valor do café em pó caiu em 21 cidades. A maior queda foi em Belo Horizonte (-8,1%), enquanto Macapá registrou a maior alta (7%). A redução de preço foi atribuída pelo Dieese ao aumento da disponibilidade do produto no país, apesar de estoques limitados globalmente.

Carne bovina: O preço da carne bovina de primeira variou, subindo em 11 capitais (com destaque para Boa Vista) e caindo em 16 (principalmente em Belém). O Dieese explicou que a intensa demanda externa e a lentidão no abate de animais contribuíram para a queda dos preços no Brasil, após a imposição de uma tarifa de 50% nas exportações para os Estados Unidos.

Fonte: Agência Brasil

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