Possível candidatura de Simone Tebet por São Paulo pode gerar desgaste político em Mato Grosso do Sul
- porRedação
- 20 de Janeiro / 2026
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| Créditos: Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Interlocutores avaliam que uma candidatura paulista fortaleceria adversários políticos da ministra em Mato Grosso do Sul, como a base da senadora Tereza Cristina (PP) e o deputado federal Marcos Pollon (PL). A narrativa de abandono do Estado em favor do maior colégio eleitoral do país tende a ganhar força, especialmente em um cenário de forte polarização política.
Ciente do risco, aliados afirmam que a atuação de Simone Tebet à frente do Ministério do Planejamento será decisiva para preservar seu capital político no Estado. A expectativa é de que o ministério acelere a liberação de recursos e o andamento de obras estratégicas em Mato Grosso do Sul, como projetos ligados à Rota Bioceânica, além de investimentos em habitação e infraestrutura.
Nas redes sociais, a ministra tem adotado um tom cauteloso, com discurso voltado à economia e à defesa de políticas estruturantes do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A postura mais institucional, no entanto, não tem sido suficiente para conter ataques da base bolsonarista sul-mato-grossense, que frequentemente relembra o rompimento de Tebet com o ex-presidente Jair Bolsonaro nas eleições de 2022, quando ela declarou apoio a Lula no segundo turno.
A indefinição sobre o futuro político da ministra deve começar a ser resolvida ainda neste mês. Tebet aguarda uma conversa com o presidente Lula, prevista para o final de janeiro, quando deve tratar tanto de uma eventual candidatura em 2026 quanto de sua permanência no governo. Pela legislação eleitoral, ministros que pretendem disputar eleições precisam deixar os cargos até abril do próximo ano.
Em Brasília, o nome de Simone Tebet tem sido ventilado como possível reforço ao palanque de Lula em São Paulo, seja em uma disputa ao governo estadual ou ao Senado. Para isso, porém, a ministra precisaria transferir seu domicílio eleitoral, já que toda a sua carreira política foi construída em Mato Grosso do Sul.
Segundo informações divulgadas pelo site Metrópoles, Tebet se reuniu recentemente com a deputada federal Tabata Amaral (PSD-SP), que teria manifestado interesse em levá-la para o PSD. A movimentação alimentou especulações sobre uma eventual troca de partido, considerada estratégica, uma vez que o MDB tende a apoiar a reeleição do governador paulista Tarcísio de Freitas (Republicanos).
Aliados afirmam que tanto Mato Grosso do Sul quanto São Paulo seguem no radar da ministra. Ainda conforme apuração do Metrópoles, uma consultoria contratada por apoiadores testou o nome de Simone Tebet em uma eventual disputa pelo governo de São Paulo em 2026, com os resultados circulando entre integrantes do governo federal.
Enquanto não anuncia uma decisão, Simone Tebet permanece em uma posição delicada. Se São Paulo oferece maior projeção nacional, o afastamento de Mato Grosso do Sul pode custar caro a uma liderança política que sempre construiu sua imagem a partir das raízes no Estado.






