“Frieza total”, diz delegado sobre técnicos presos por mortes em UTI do DF
- porRedação
- 20 de Janeiro / 2026
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Segundo a polícia, Amanda Rodrigues de Sousa, de 28 anos, Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo, de 24, e Marcela Camilly Alves da Silva, de 22, negaram inicialmente qualquer envolvimento nos crimes. No entanto, ao serem confrontados com imagens de câmeras de segurança, parte das versões foi modificada.
De acordo com Iacozzilli, Marcos Vinícius afirmou, em um primeiro momento, que apenas seguia prescrições médicas. Após a apresentação das filmagens, admitiu ter cometido os atos, mas não esclareceu a motivação. Já Marcela alegou que não sabia exatamente o que estava sendo aplicado nos pacientes e disse estar arrependida por não ter comunicado a equipe do hospital.
O delegado Wisllei Salomão informou que Marcela estava em seu primeiro emprego e era treinada por Marcos. Amanda, por sua vez, negou participação direta, afirmando acreditar que o colega administrava medicamentos comuns. Apesar disso, imagens do hospital mostram a técnica vigiando a porta dos leitos durante as aplicações. A polícia destacou ainda que Amanda não atuava na UTI e estava no local por manter uma relação de amizade antiga com Marcos.
Operação Anúbis
O caso é investigado no âmbito da Operação Anúbis, deflagrada em duas fases. A primeira ocorreu no dia 11 de janeiro, com prisões temporárias e cumprimento de mandados de busca e apreensão em Taguatinga, Brazlândia e Águas Lindas (GO). A segunda fase foi realizada no dia 15, com mais uma prisão temporária e novas apreensões em Ceilândia e Samambaia.
As investigações buscam esclarecer a dinâmica das mortes, a atuação individual de cada suspeito e a possível participação de outras pessoas.
Modus operandi
Segundo a PCDF, Marcos Vinícius utilizava o login de um médico que não trabalhava mais no hospital para acessar o sistema interno e prescrever medicamentos. Após retirar os remédios na farmácia, ele os escondia no jaleco e seguia até os leitos da UTI.
Enquanto o técnico aplicava a substância, as técnicas de enfermagem vigiavam a movimentação nos corredores e na entrada dos quartos. Após a injeção, as vítimas sofriam parada cardíaca quase imediata. Para tentar disfarçar o crime, Marcos ainda realizava manobras de reanimação nos pacientes.
As investigações apontam que o trio teria provocado as mortes de João Clemente Pereira, de 63 anos, servidor da Caesb; Marcos Moreira, de 33, servidor dos Correios; e Miranilde Pereira da Silva, professora aposentada, de 75 anos. A motivação dos crimes ainda não foi esclarecida.
O caso veio à tona após denúncia do próprio Hospital Anchieta, que identificou situações atípicas envolvendo os profissionais na UTI e comunicou as autoridades. A instituição informou que instaurou investigação interna e segue colaborando com a Polícia Civil.






